Dom Plínio cobra do Ministério Público decisão sobre reforma da Catedral de Picos

Bispo diocesano de Picos diz que Ministério Público não pode colocar uma pedra em cima de uma decisão que precisa ser tomada

Dom Plínio cobra decisão do Ministério Público / Foto: José Maria Barros

Por José Maria Barros

O bispo diocesano de Picos, dom Plínio José Luz da Silva, cobrou neste domingo, 9, uma decisão do Ministério Público Estadual sobre a paralisação das obras de reforma da Catedral Nossa Senhora dos Remédios. A troca do piso foi interrompida em 24 de abril após uma recomendação da promotora de justiça, Karine Araruna Xavier.

Troca do piso foi iniciada em 22 de abril e paralisada dois dias depois/Foto: José Maria Barros.
 

Segundo dom Plínio, por enquanto a Diocese de Picos não tem uma solução, pois, o caso está com o Ministério Público e estão aguardando uma decisão do órgão ministerial.

Obra está paralisada desde o dia 24 de abril/Foto: José Maria Barros.
 

“Tudo o que foi necessário fazer nós já fizemos! E tem mais, a nossa intenção era cuidar, mas, infelizmente nós fomos interpretados como destruidores, como aqueles que vão derrubar, acabar, quando a nossa missão era cuidar. Era a nossa intenção e a gente continua, porém, agora como caiu na decisão do Ministério Público não vamos fazer nada, nada” – afirma dom Plínio.
    
Agora, de acordo com o bispo de Picos, é com o Ministério Público que deve se manifestar. “No momento em que se manifestar, nós vamos continuar ou parar de uma vez! Na verdade, a comunidade tem uma perda enorme, pois a gente sabe que não é um sentimento de todos” – pontua.

Paralisação da obra prejudica comunidade católica/Foto: José Maria Barros.
 

Dom Plínio ressalta que quando interpretaram que estava com a intenção de destruir o patrimônio, isso não condiz com a verdade, pois está aqui é com a finalidade de unir cada vez mais, de criar, pois esse é o objetivo, a finalidade da Igreja. Para o bispo de Picos, se os interpretaram mal, ele entende que essa interpretação não seja verdadeira, pois servem a Jesus Cristo e têm suas convicções.

Troca do piso da Catedral continua sem solução/Foto: José Maria Barros.
 

“Agora, não podemos é meter a cara e fazer o serviço, já que somos submissos à lei civil do nosso país. Nós respeitamos, agora esperamos que o Ministério Público reconheça que precisa agir, não pode só parar uma coisa e deixar aí parado” – questiona dom Plínio.

Sobre o assunto, o bispo diocesano de Picos foi mais além: “O Ministério Público tem as suas atividades, mas, nós também temos as nossas. É preciso uma decisão. Não quero bater de frente com o Ministério Público, mas, se chegaram a fazer tão rápido uma coisa de parar, por que agora bota uma pedra em cima? Certamente têm atividades como nós temos as nossas atividades, que inclui dá satisfação ao povo. Esperamos que isso aconteça o mais breve possível” – enfatiza.

Nave central da Catedral de Picos/Foto: José Maria Barros.
 

Por ocasião da missa de 9 horas da manhã de ontem, 9, dom Plínio comentou o assunto por duas vezes durante a homilia. Nas preces, uma empresária também abordou o tema, que voltou a ser pauta na fala de agradecimento do Padre Marcos Roberto, Coordenador da 14ª Caminhada da Solidariedade e da Paz.

Entenda o caso

A troca do piso da Catedral teve início em 22 de abril e foi paralisada dois dias depois por recomendação do Ministério Público Estadual. A promotora de justiça Karine Araruna Xavier utilizou-se da Lei Municipal Nº 2866/2017 para solicitar o embargo da obra dentro de um prazo de 24 horas e, foi atendida pelo bispo Dom Plínio José.

Decisão de retomar a obra está com o Ministério Público/Foto: José Maria Barros.
 

Desde o dia 24 de abril que as obras estão paralisadas e, segundo dom Plínio José, o problema pode durar a vida inteira. Enquanto isso, diferente das pessoas que não andam na igreja e usam as redes sociais para criticar o projeto, os fiéis que frequentam a Catedral estão sofrendo com a poeira e cobram uma solução urgente para o impasse.

Maioria dos católicos aprova troca do piso/Foto: José Maria Barros
 

Lei de Tombamento

De autoria do vereador Francisco das Chagas de Sousa, o Chaguinha (PTB), a Lei Municipal Nº 2866/2017 em que se baseou o Ministério Público Estadual para recomendar o embargo da obra de troca do piso da Igreja Catedral, não tem efeito sobre o projeto idealizado pela Paróquia Nossa Senhora dos Remédios.

Ladrilhos retirados da Catedral/Foto: José Maria Barros.
 

Em seu artigo 2º a lei destaca: “A partir desta data, as edificações não poderão sofrer alterações arquitetônicas nas áreas externas. Qualquer modificação interna deverá manter a originalidade da fachada”. A reforma da Catedral não inclui mudança na fachada do prédio, mas apenas a troca do piso interno.

Lei de Tombamento não trata de mudanças na parte interna da Catedral/Foto: José Maria Barros.

 


 

 
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