Preso pela GRECO no Piauí tem ligação com milicianos do Rio
A Polícia Civil do Piauí, através do Grupo de Repressão ao Crime Organizado (GRECO) com apoio operacional da Divisão de Operações Especiais da Polícia Civil (DOE), efetuou a prisão de um homem identificado como Fernando Vieira de Brito, em Cocal dos Alves – PI, no âmbito da operação que se desenvolve no Rio de Janeiro que apura desabamentos ocorridos por construções de prédios em locais irregulares.
O preso está sendo ouvido na manhã de hoje no município em depoimento prestado ao coordenador do Greco, delegado Thalles Gomes. Até as 9h20, 11 pessoas haviam sido presas – uma delas no Estado. Outras seis são procuradas.
PRESOS JÁ IDENTIFICADOS:
– Breno Boffelli de Souza, 39 anos; preso no Recreio dos Bandeirantes;
– Bruno Pupe Cancella, 38 anos; preso na Freguesia, em Jacarepaguá;
– Fernando Vieira de Brito, 46 anos, preso no Piauí;
– Leonardo Igrejas Esteves Borges, 40 anos; preso em casa, na Barra da Tijuca;
– Manuel Henriques da Silva Júnior, 79 anos; preso em Jacarepaguá;
Outros seis ainda não foram identificados.
Um dos principais alvos da ação foi identificado como Bruno Pupe Cancella, de 38 anos e foi preso em um apartamento onde mora no Anil, na Freguesia, em Jacarepaguá. De acordo com o delegado Gabriel Ferrando, da Draco, Bruno é um dos construtores da milícia e teria movimentado cerca de R$ 25 milhões em quatro anos.
Segundo as investigações, ele movimentou R$ 24,9 milhões para a milícia em quatro anos. A mulher de Bruno, Letícia Champion Ballalai Cancella, também é investigada. Letícia trabalha no setor de IPTU da Prefeitura do Rio e é suspeita de ter facilitado os registros dos imóveis no cadastro do imposto. A Justiça não concedeu a prisão dela.
Bruno Pupe Cancella
O Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente do Ministério Público do Rio de Janeiro e a Polícia Civil do Piauí já foram comunicados da prisão e o preso será encaminhado para Teresina onde ficará à disposição da Justiça carioca. A operação visa o cumprimento de 17 mandados de prisão e um deles foi o que foi cumprido em Cocal dos Alves.
De acordo com as investigações, a quadrilha alvo da Operação Muzema atua investindo na construção e venda de imóveis, shoppings, salas comerciais e até ruas inteiras em áreas dominadas por milicianos. Os investigados dão suporte financeiro, investindo milhões nos projetos para que os prédios sejam erguidos. Desde 2014, eles teriam construído uma área equivalente a 7 mil metros quadrados.
Há três meses, na Muzema, dois prédios irregulares desmoronaram, matando 24 pessoas. O grupo paramilitar que os ergueu age ainda em Rio das Pedras, Anil e Gardênia Azul.

Fonte: Meionorte

