“Ele tentou falar comigo”, diz mãe de aluno baleado em escola de Teresina
Cleytiana Campelo, mãe de João Lucas, postou nas redes sociais um momento de interação com o filho. A cabeleireira afirmou que ele chorou e tentou falar com ela.
Após não correr mais risco de morte e iniciar o processo de saída da sedação, João Lucas Campelo, o estudante que foi baleado em uma escola particular em Teresina deu mais sinais de recuperação. A mãe dele, Cleytiana Campelo, postou em uma rede social que o filho interagiu com ela. Ele chorou e até tentou falar com a mãe. Na mesma publicação, Cleytiana reafirmou que seu filho tem recebido muitas orações dentro e até fora do Brasil e pediu bênçãos a cada um que ter torcido pela recuperação dele.
“Fui na UTI ver meu filhote. Tá tão lindo, ele tava chorando. Tentou falar comigo, mas ainda não pode, porque a língua ainda está um pouco inchada, mas ela vai desinflamar em nome de Jesus. Eu agradeço todas as orações. E ele sorriu muito, disse para ele que ele era muito amado, que o Brasil todo tava intercedendo por ele. E muitos lugares fora do Brasil tá intercedendo por ele”, disse Cleytiana Campelo, mãe de João Lucas.
Os sinais apresentados por João Lucas podem representar uma melhora no quadro de saúde. Porém, o estado dele ainda requer um processo grande de recuperação. Baleado na boca pela ex-namorada, L.M.G.L, 17 anos, João Lucas está com a bala alojada na coluna cervical e, segundo a equipe médica que o acompanha, corre risco de tetraplegia. A mãe dele, no entanto, diz acreditar que seu filho “sairá dessa perfeito como Deus criou para ser”. João Lucas segue internado no HUT para onde foi levado após o ocorrido.
O adolescente deu entrada em estado gravíssimo no HUT no último dia 04 após ser baleado na boca pela ex-namorada e colega de escola L.M.G.L, de 17 anos, dentro de um colégio particular no Centro de Teresina. A jovem já teria feito ameaças de morte a ele em oportunidades anteriores caso ele terminasse o relacionamento com ela. No dia anterior ao ocorrido, a adolescente esteve na casa de João Lucas e teria lhe agredido fisicamente.
Os dois conversavam no refeitório da escola quando ela sacou a arma e atirou. A pistola 9 milímetros pertence ao pai dela, o sargento da Polícia Militar Leonardo Rodrigues Lopes. Além da arma, L.M.G.L tinha uma peixeira dentro da mochila. Após atirar em João Lucas, L.M.G.L teria saído da escola e procurado refúgio em uma farmácia de manipulação próxima. Segundo informou o delegado Tales, ela teria confessado a um funcionário que havia matado um colega de escola e pediu que chamassem a polícia.

Aluna atira em ex-namorado dentro de escola do centro de Teresina
Logo em seguida, a jovem deixou o estabelecimento e saiu em direção ao 25 BC, onde foi interceptada por funcionários da escola que a reconheceram fardada. Ela encontra-se recolhida no Complexo de Defesa da Cidadania. O caso está sob investigação pela Delegacia de Segurança e Proteção ao Menor (DSPM).
Fonte: André dos Santos/Portal O Dia
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