Psicóloga se retrata por dizer ‘tem que mtr’ para filha de Justus
Profissional defendeu a luta de classes e se diz vítima de discurso de ódio nas redes
A psicóloga Aline Alves de Lima, de 35 anos, se pronunciou após ter seu nome envolvido no caso da filha do empresário Roberto Justus, a pequena Vicky Justus, de 5 anos, que foi alvo de comentários de ódio por usar uma bolsa de grife avaliada em R$ 14 mil. Em vídeo publicado nas redes, Aline afirmou que sua fala foi uma metáfora e negou ter feito qualquer ameaça real à criança ou à família.
– O meu comentário foi em cima da afirmação dele acerca da diferença de classes. Então eu disse: “tem que mtr mesmo PQP”. Eu reconheço que foi um comentário infeliz porque eu não expliquei o contexto ao qual me referia – explicou Aline, referindo-se à publicação de um outro psicólogo que citava os bolcheviques da Revolução Russa.
Aline disse que seu intuito era protestar contra a desigualdade social no Brasil.
– Foi um protesto coletivo contra a aristocracia brasileira, principalmente nesse momento onde nós estamos debatendo a taxação das grandes fortunas – declarou.
Aline também disse que está sendo vítima de ataques e ameaças vindos de “perfis extremistas” que estavam usando o comentário dela “para disseminar o ódio” e fazer ameaças.
A psicóloga encerrou o vídeo pedindo desculpas ao casal Justus:
– Mais uma vez eu reitero que o meu ato de indignação e desespero, porque foi desespero, jamais deve ser um dos caminhos seguidos. Peço perdão à família Justus pelas minhas palavras.
Aline apagou sua conta na rede social X após a repercussão do caso. O empresário Roberto Justus e a influenciadora Ana Paula Siebert já anunciaram que irão processar todos os responsáveis pelas mensagens de ódio contra a filha.
Além de Aline, o professor Marcos Dantas, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), também está na mira do casal. Ele escreveu “só guilhotina…” em resposta à mesma imagem da criança. Dantas publicou uma carta de retratação nesta segunda-feira (7), alegando que usou a expressão como metáfora e não como ameaça.
Fonte: Pleno News
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