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Fortaleza perde para o Vélez Sarsfield e está eliminado da Libertadores

O Fortaleza abriu a participação brasileira nos jogos de volta das oitavas de final da Copa Libertadores, mas o desfecho não foi o esperado. No Estádio José Amalfitani, em Buenos Aires, a equipe cearense foi superada pelo Vélez Sarsfield por 2 a 0 e deu adeus ao torneio continental. 

O resultado manteve a escrita incômoda do clube, que ainda não conseguiu chegar às quartas de final da competição.

A eliminação amplia o cenário de instabilidade vivido pelo Fortaleza em 2025. No Campeonato Brasileiro, o time ocupa a zona de rebaixamento e soma resultados ruins, situação que aumenta a pressão sobre o técnico Renato Paiva. 

A derrota na Argentina pode intensificar as cobranças internas e externas, transformando o retorno ao Brasil em mais um momento delicado, com protestos de torcedores já esperados no desembarque.

O desempenho diante do Vélez, especialmente no primeiro tempo, reforçou a imagem de uma equipe sem competitividade em jogos decisivos. Logo aos seis minutos, os argentinos abriram o placar em cabeceio de Carrizo, após cruzamento de Gómez.

A resposta cearense foi tímida, com duas finalizações de Marinho Aos 27, um erro de passe de Deyverson no campo de ataque foi decisivo: a bola perdida resultou no contra-ataque que terminou com Galván ampliando a vantagem. O Fortaleza se viu engolido pela intensidade do rival, sem capacidade de reação.

As mudanças no intervalo até produziram uma breve melhora. O time se lançou mais ao ataque, e Lucca Prior acertou a trave em sua melhor oportunidade, aos 12 minutos. Mas foi pouco.

O Vélez administrou o jogo, controlou o ritmo sob a forte chuva em Buenos Aires e garantiu a classificação com autoridade. O placar final refletiu a superioridade do time argentino, que avança para enfrentar Racing ou Peñarol nas quartas.

No lado brasileiro, os protagonistas voltaram a ser os mesmos que vêm acumulando críticas. 

Deyverson, novamente apagado, deixou o campo ainda no intervalo, acompanhado por Marinho e Breno Lopes, nomes que já viveram dias de destaque no torneio, mas não conseguem repetir desempenhos de impacto pelo Fortaleza.

O trio simbolizou uma atuação marcada por fragilidade ofensiva e incapacidade de competir em alto nível.

A derrota reforça a sensação de que o time de Renato Paiva perdeu identidade. Se em anos anteriores o Fortaleza conseguiu equilibrar calendário e desempenho com participações consistentes na Libertadores e boas campanhas no Brasileirão, a atual temporada apresenta um roteiro inverso: eliminações precoces, desempenho irregular e risco de queda. 

O trabalho do treinador passa a depender de respostas imediatas no torneio nacional para não sofrer uma ruptura.

Por Estadão Conteúdo


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