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Justiça nega prisão de investigados da Operação Carbono Oculto, apesar de pedidos do DRACO e MP

O juiz Valdemir Ferreira Santos, da Central de Inquéritos de Teresina, negou o pedido de prisão temporária feito pelo Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO) e reforçado pelo Ministério Público do Piauí contra seis investigados apontados como integrantes do núcleo financeiro de um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Os alvos são empresários do setor de combustíveis investigados na Operação Carbono Oculto 86.

Na decisão, o magistrado reconheceu a existência de indícios sólidos das práticas criminosas atribuídas aos empresários Haran Santhiago Girão Sampaio, Danillo Coelho de Sousa, Moisés Eduardo Soares Pereira, Salatiel Soido de Araújo, Denis Alexandre Jotesso Villani e João Revoredo Mendes Cabral Filho, mas entendeu que a prisão não é “imprescindível” para o avanço das investigações. Em vez disso, determinou a adoção de medidas cautelares menos severas.

Os investigados deverão comparecer obrigatoriamente quando intimados, não poderão sair da comarca sem autorização judicial e estão proibidos de manter contato entre si. O juiz também autorizou buscas domiciliares, extração de dados de celulares e computadores e o compartilhamento de provas com outros processos relacionados.

O DRACO e o Ministério Público sustentaram que o grupo criou um sistema empresarial de fachada para ocultar bens e movimentar valores ilícitos oriundos da facção criminosa, utilizando empresas do ramo de combustíveis no Piauí, Maranhão e Tocantins. Mesmo com os argumentos apresentados, o pedido de prisão foi rejeitado.

A Operação Carbono Oculto investiga a venda da Rede HD, realizada em dezembro de 2023, para a empresa Pima Energia, criada apenas seis dias antes da transação. De acordo com o inquérito, a operação teria sido usada para inserir recursos do PCC na economia do Nordeste, por meio de um esquema de blindagem patrimonial e dissimulação financeira.

Fonte: 180graus


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