“Não foi minha intenção matar”, diz suspeito de agredir filho de vice-prefeito de Isaías Coelho até a morte
Conforme as investigações, Guilherme agrediu a vítima com chutes e socos e chegou a pisar em seu rosto.
Guilherme Silva Teixeira, de 24 anos, suspeito de matar João Emmanuel Ribeiro Gonçalves de Moura Carvalho, de 32 anos, em Sobradinho II, no Distrito Federal (DF), declarou em depoimento à Polícia Civil, após sua prisão, que não tinha intenção de assassinar a vítima, apenas dar uma surra. Ele foi preso um dia após o crime, que foi registrado nas primeiras horas da manhã do último domingo (4).
“Eu dei o primeiro murro nele, entendeu? Comecei a pisar nele e, tipo assim, não foi minha intenção matar ele. Era só para dar uma surra mesmo, só para para não passar batido. Não sei nem o que que deu na cabeça, não era para ter acontecido isso”, disse.
João Emmanuel era filho do vice-prefeito de Isaías Coelho (PI), George Moura, e trabalhava como professor em uma escola privada no Distrito Federal (DF). Ele foi encontrado morto no último domingo (4), nas proximidades de uma parada de ônibus, com o rosto desfigurado das agressões que sofreu.
João Emmanuel Ribeiro Gonçalves de Moura Carvalho (Foto: arquivo pessoal)
Durante o interrogatório, o investigado afirmou que havia chegado no local às 5h45 para esperar seu patrão e só encontrou João alguns minutos depois. O professor teria feito um gesto obsceno para Guilherme, o que o motivou a atravessar a rua e iniciar as agressões. Ele alegou que a ação não está relacionada a homofobia.
“Eu nunca vi ele [João] na minha vida, não sei quem era aquele rapaz. Não foi minha intenção prejudicar a vida dele, era realmente só para dar um ‘se liga’ nele […]. Não sei nem o que que deu na cabeça, não era para ter acontecido isso””, argumentou.
Guilherme relatou também que após o ato criminoso, pediu ajuda ao seu patrão, que acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas o jovem já estava sem vida.
Entenda o caso
João Emmanuel foi encontrado morto na manhã de domingo (4), ao lado de uma parada de ônibus em uma área de mata, próxima à casa onde morava, no Distrito Federal.
O suspeito foi preso em flagrante na segunda-feira (5) e, segundo a Polícia Civil, confessou o crime. Conforme as investigações, Guilherme agrediu a vítima com chutes e socos e chegou a pisar em seu rosto.
“Eles tiveram uma breve conversa, ele foi até o autor e praticou o homicídio com chutes, socos e vários pisões na face da vítima. Eles não se conheciam, foi uma questão momentânea: um chegando da noite e o outro indo trabalhar”, disse o delegado da Polícia Cívil Ricardo Viana.
A Polícia Civil informou que apura a motivação do ataque e trabalha com a suspeita de que o crime tenha sido cometido por homofobia.
“Prendemos eles por homicídio qualificado por motivo torpe. Acreditamos que a razão do crime tenha a ver com homofobia. Ele foi autuado em flagrante e está à disposição”, disse o delegado.
A investigação conseguiu chegar até Guilherme depois de analisar imagens de câmeras de segurança próximas ao local do crime.
Lays Viana/Portal Clube News
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