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Vereador Bosquinho propõe plano estratégico de drenagem para enfrentar alagamentos em Jaicós

Indicação aprovada na Câmara solicita estudo técnico e ações estruturais para melhorar o escoamento das águas da chuva e prevenir transtornos na cidade

Na noite desta sexta-feira (13.mar), a Câmara Municipal de Jaicós aprovou requerimento  apresentado pelo vereador João Bosco Evangelista Lima, o “Bosquinho” (PSD), solicitando ao prefeito José Weslly de Oliveira Bispo e ao secretário municipal de Obras e Serviços Públicos, Degerson de Carvalho Lima, a elaboração de um Plano Estratégico para o esgotamento e drenagem das águas pluviais no município.

A proposta busca enfrentar um problema recorrente em diversos pontos da cidade, especialmente durante o período chuvoso, quando o acúmulo de água provoca alagamentos, dificulta a mobilidade urbana e pode causar prejuízos à população.

Planejamento para prevenir problemas urbanos

Ao justificar a indicação, o vereador destacou que a criação de um planejamento estruturado para a drenagem das águas da chuva é fundamental para cidades do semiárido, como Jaicós, que enfrentam chuvas concentradas em determinados períodos do ano.

Segundo ele, a implantação de um plano estratégico tem como objetivo prevenir alagamentos, reduzir processos erosivos, proteger a infraestrutura urbana e evitar riscos à saúde pública, garantindo mais segurança e qualidade de vida para os moradores.

O primeiro passo para a elaboração desse plano seria a realização de um diagnóstico técnico detalhado da drenagem urbana, com levantamento topográfico das áreas da cidade, identificação dos pontos críticos de alagamento e análise da rede de drenagem existente, incluindo bueiros, galerias pluviais, valas e canais de escoamento.

O estudo também poderá avaliar fatores como o crescimento urbano, o nível de impermeabilização do solo e o histórico de chuvas intensas na região. Para apoiar esse processo, podem ser utilizadas ferramentas tecnológicas, como Sistemas de Informação Geográfica (SIG), drones e modelagem hidrológica, permitindo compreender melhor o comportamento da água durante os períodos de chuva.

Obras e soluções estruturais

A partir do diagnóstico, o plano poderá estabelecer metas e ações para melhorar o sistema de drenagem urbana. Entre as medidas estruturais sugeridas estão a construção ou ampliação de galerias pluviais subterrâneas, instalação de bocas de lobo e sarjetas para captação da água da chuva e ampliação da capacidade de escoamento em pontos considerados críticos.

Outra alternativa apontada é a realização de obras de macrodrenagem, como a construção ou recuperação de canais que permitam conduzir grandes volumes de água com segurança. Esses canais podem receber proteção nas margens por meio de estruturas como gabiões, revestimento em concreto ou vegetação estabilizadora, reduzindo riscos de erosão.

O plano também pode prever a criação de bacias de detenção, estruturas que funcionam como reservatórios temporários para armazenar parte da água da chuva durante eventos mais intensos, ajudando a diminuir o risco de enchentes.

Outra medida importante é o incentivo à pavimentação permeável em determinados espaços urbanos, como praças, estacionamentos e calçadas, permitindo que parte da água infiltre no solo em vez de escoar diretamente para as ruas.

Educação ambiental e planejamento urbano

Além das obras físicas, o plano estratégico também prevê ações chamadas de não estruturais, que envolvem o fortalecimento do planejamento urbano e a conscientização da população.

Entre essas medidas estão o controle da ocupação de áreas de risco, regulamentação do nível de impermeabilização do solo em novos loteamentos e campanhas educativas para evitar o descarte de lixo nas ruas, que frequentemente obstrui bueiros e canais de drenagem.

Também poderá ser implantado um sistema de monitoramento pluviométrico e alerta para chuvas intensas, permitindo que o poder público atue de forma mais rápida em situações de risco.

Manutenção permanente da rede de drenagem

Outro ponto considerado essencial é a criação de um plano permanente de manutenção da rede de drenagem, com limpeza periódica de bueiros, desassoreamento de canais, inspeção das galerias pluviais e controle da vegetação que possa obstruir o fluxo da água.

Durante o período chuvoso, a recomendação é que a limpeza seja intensificada, principalmente nos pontos considerados mais críticos da cidade.

Problemas já identificados na cidade

Nos últimos anos, diversos pontos de Jaicós têm enfrentado transtornos durante as chuvas, com destaque para áreas como o bairro Serranópolis, as proximidades do Estádio Municipal, a rua da Delegacia, o bairro Patronato e a região em frente ao Quartel.

Nesses locais, a água encontra dificuldade para escoar, acumulando-se nas ruas e, em alguns casos, chegando a invadir residências e provocar danos à infraestrutura urbana.

Especialistas apontam que esse cenário também está relacionado ao crescimento da cidade ao longo do tempo. Com o aumento das construções, muitas áreas naturais que funcionavam como caminhos de escoamento da água, como lagoas e passagens naturais, foram ocupadas ou bloqueadas, alterando o fluxo natural das águas pluviais.

Busca por recursos e execução do plano

A indicação também aponta que a implementação do plano poderá ocorrer em etapas. No curto prazo, seria realizado o diagnóstico técnico e a recuperação da rede existente. No médio prazo, poderiam ser executadas obras de ampliação da drenagem e construção de estruturas de retenção de água. Já no longo prazo, o município poderia avançar para um sistema completo de macrodrenagem integrado ao planejamento urbano.

Para viabilizar as ações, o município poderá buscar recursos junto a órgãos federais e instituições financeiras, como o Ministério das Cidades, a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), o Banco do Nordeste, a Caixa Econômica Federal, além de parcerias e emendas parlamentares.

Fonte: Portal Saiba Mais.


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