Caminhoneiros recuam de greve após negociação com governo
Lideranças dos caminhoneiros decidiram não iniciar uma greve nacional após negociações com o governo federal, em meio à escalada do preço do diesel nas últimas semanas.
A decisão foi tomada em assembleia realizada na noite de quinta-feira (19), após dias de tratativas com representantes do governo. A categoria, no entanto, não descartou uma paralisação futura e marcou nova reunião para o dia 26, quando reavaliará o cenário.
O aumento do diesel — superior a 20% em três semanas — está ligado à instabilidade no mercado internacional de petróleo, impulsionada pela guerra no Oriente Médio. O impacto direto sobre o custo do frete levou à mobilização dos caminhoneiros.
Em entrevista nesta sexta-feira (20), o ministro Guilherme Boulos afirmou que o governo atuou para evitar a paralisação. Segundo ele, o diálogo foi conduzido de forma “insistente e respeitosa”, o que levou a categoria a conceder um “voto de confiança”.
Como parte das medidas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou a Medida Provisória 1.343/2026, que reforça a fiscalização do piso mínimo do frete — uma das principais demandas dos caminhoneiros.
Boulos também criticou a atuação de distribuidoras de combustíveis, atribuindo a elas parte da alta nos preços ao consumidor. Segundo o ministro, o reajuste promovido pela Petrobras teria sido compensado por medidas tributárias, como a zeragem de PIS e Cofins.
O governo federal ainda negocia com governadores a redução do ICMS sobre o diesel, como forma de conter novos aumentos. A proposta, no entanto, enfrenta resistência de chefes estaduais.
Fonte: Com informações da Agência Brasil
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