PF diz que Careca do INSS corrompeu policiais para forjar furto de carro de luxo
Duas policiais civis de São Paulo foram afastadas em dezembro passado suspeitas de atuarem com o Careca do INSS
Tácio Lorran/Metrópoles
A Polícia Federal (PF) relatou indícios de que o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, vulgo Careca do INSS, teria corrompido duas policiais civis de São Paulo para forjar o furto de um Audi RS6, avaliado em R$ 377 mil.
Em decisão sigilosa obtida pela coluna, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator da Farra do INSS, afirmou, ao citar representação da PF, que existem fortes indícios de que o Careca do INSS “teria corrompido duas policiais civis do estado de São Paulo, [sendo] uma investigadora e uma escrivã, para que forjassem a prática de um suposto crime de furto do veículo Audi”.
Procurada, a defesa do lobista afirmou que confia na Justiça. A advogada Danyelle Galvão afirmou que um ex-funcionário é acusado pelo Careca do INSS de subtrair bens dele, incluindo um outro carro de luxo, que pertenciam ao lobista.
A decisão de André Mendonça não cita os nomes das policiais civis. A coluna apurou, contudo, que se trata da investigadora Karla Rodrigues e da escrivã Anna Lygia Paredes Gatti.
As duas foram afastadas das funções em 19 de dezembro de 2025. Elas também foram alvo de mandados de busca e apreensão por determinação da justiça de São Paulo e respondem tanto na esfera criminal quanto na disciplinar.

Apesar de afastadas, as duas policiais civis seguem recebendo normalmente suas remunerações. Karla Rodrigues é investigadora de polícia de 2ª classe e tem salário de R$ 8.226,32. Já Anna Lygia Paredes Gatti é escrivã de polícia de 3ª classe e ganha R$ 6.959,33. Procuradas pela coluna, não se manifestaram.
A coluna tentou contato com Karla Rodrigues e Anna Lygia. O espaço segue aberto.
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