Hugo Motta prevê votação do fim da escala 6×1 ainda em maio
Presidente da Câmara diz que proposta tem apoio popular e “não pertence a partido”
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, afirmou neste domingo (17) que o Congresso pretende concluir ainda em maio a votação das propostas que tratam do fim da escala de trabalho 6×1. Segundo o parlamentar, o debate sobre a mudança na jornada de trabalho ultrapassa disputas partidárias e reúne apoio majoritário da população.
A declaração foi dada após participação de Motta em uma corrida promovida em celebração aos 200 anos do Parlamento brasileiro, em Brasília.
“Nossa prioridade é para maio, queremos até o final do mês entregar o fim da 6×1 aos trabalhadores”, afirmou o deputado ao comentar o andamento das negociações na Câmara.
Segundo Motta, o momento é de construção de um “texto de convergência” entre governo, parlamentares e setores econômicos. Ele também defendeu que o tema seja tratado como uma pauta nacional, e não vinculada a grupos políticos específicos.
Na Câmara, tramitam atualmente duas propostas sobre o tema. A primeira é uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), apresentada pelo deputado Reginaldo Lopes, que altera dispositivos constitucionais relacionados à jornada de trabalho. A segunda é um projeto de lei encaminhado pelo governo federal em regime de urgência.
Nos bastidores, governo e Câmara negociam uma tramitação conjunta das propostas para tentar acelerar a votação e construir consenso político em torno do tema.
Um dos principais pontos de divergência envolve o período de transição para adaptação das empresas à nova jornada. Representantes do setor empresarial defendem prazo mais amplo para implementação das mudanças, enquanto integrantes do governo pressionam por aplicação mais rápida das novas regras.
Outro impasse em discussão é a possibilidade de compensações tributárias para empresas afetadas pela redução da jornada semanal.
A proposta de extinguir a escala 6×1 ganhou força nas últimas semanas após mobilização de centrais sindicais e pressão de parlamentares ligados à pauta trabalhista.
Fonte: Correio Braziliense
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