Piauiense investigado por feminicídio de corretora em SP é preso
O piauiense Vinicius Brito, de 31 anos, principal suspeito do feminicídio da corretora de imóveis Geysa Soares, de 35 anos, foi preso na noite de quarta-feira (7), em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo.
Geysa foi morta com um golpe de faca na região do abdômen na última sexta-feira, em Itaquera, zona Leste da capital paulista. O crime foi presenciado pela filha da vítima, uma jovem de 18 anos. Geysa e Vinicius, que é natural de Juazeiro do Piauí, mantinham um relacionamento havia pouco mais de um ano.
Segundo a delegada Deidiene Fialho, responsável pelas investigações, o suspeito estava escondido na casa de um familiar e pretendia fugir para outro estado.
A delegada explicou que, após a comunicação do crime, a Polícia Civil iniciou uma série de diligências para identificar e localizar o investigado. Com base nos elementos reunidos durante a investigação, foi solicitada à Justiça a prisão temporária de Vinicius, que acabou sendo cumprida após dias de buscas.
“Desde que recebemos a ocorrência, realizamos oitivas, conseguimos qualificar o investigado e representamos pelo pedido de prisão temporária, que foi prontamente deferido pelo Poder Judiciário. As diligências continuaram de forma ininterrupta até que resultaram, de forma positiva, na captura do foragido”, afirmou.
Foto: Reprodução Redes Sociais

De acordo com a delegada, Vinicius foi interrogado após a prisão, mas optou por não prestar esclarecimentos sobre o caso.
“O investigado se reservou ao direito constitucional de permanecer em silêncio e não apresentou nenhuma versão dos fatos. O inquérito segue para apurar todas as circunstâncias e a motivação que o levou a cometer esse crime tão grave. Ele será responsabilizado, e todos os elementos serão apreciados pelo Poder Judiciário, inclusive o fato de o crime ter sido cometido na presença da filha da vítima”, destacou.
Filha da vítima recebeu acolhimento da polícia
A delegada também comentou o impacto emocional causado pelo crime, especialmente para a filha de Geysa, que presenciou o assassinato.
Segundo Deidiene Fialho, embora a investigação seja conduzida de forma técnica, o caso gerou forte comoção entre os profissionais envolvidos devido à violência empregada e às circunstâncias em que ocorreu.
“Nós não deixamos nossa sensibilidade de lado. Apesar de atuarmos de forma técnica e baseada em provas, somos seres humanos. É um fato chocante. Ontem conversamos bastante com a Nicole, que está muito abalada desde o primeiro momento em que esteve aqui. É muito triste uma filha perder a mãe da forma como aconteceu. Ela foi a única pessoa que presenciou tudo e, por isso, precisa de muito acolhimento, algo que temos procurado oferecer”, relatou.
O inquérito do caso segue em andamento na Polícia Civil de São Paulo.
Por Rayane Venancio/Cidade Verde
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