PL oficializa candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência em convenção em SP
O PL lançou neste sábado (25), oficialmente, a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.
O Centro de Convenções do Pacaembu, em São Paulo, ficou lotado de políticos e militantes. Flávio Bolsonaro foi recebido pelo presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, que destacou a presença dos candidatos a governador que concorrem pelo PL.
Foram exibidos vídeos dos irmãos, Carlos e Eduardo Bolsonaro. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro também mandou um vídeo de apoio. Os dois estavam rompidos há um mês, quando Michelle gravou um vídeo dizendo ter sido maltratada por Flávio. Esta semana, reconciliaram-se após um pedido de desculpas público feito pelo candidato.
Em seu discurso, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), falou do compromisso da candidatura com a segurança pública e da herança política de Flávio.
“Todos têm que ter acesso a segurança. A gente precisa de um presidente firme. E o Flávio acompanhou o seu pai, Jair, em todos os momentos. Esteve junto, viu as dificuldades do Poder Executivo, viveu as dificuldades de Brasília. Tem experiência nos vários mandatos de deputado. Tem experiência num mandato de senador. Mas tem experiência principalmente pra acompanhar, por estar ombro a ombro com seu pai, dia e noite”, disse Tarcísio.
O presidente da Argentina, Javier Milei, estava presente. Entrou ao som de rock e falou por quase meia hora. No discurso, manifestou apoio a Flávio e atacou a Justiça brasileira e o ministro Alexandre de Moraes por não autorizar sua visita a Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar.
Flávio Bolsonaro tem 45 anos e nasceu em Resende (RJ). É empresário e advogado. Filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro com a primeira mulher, Rogéria Nantes Braga, Flávio é casado e tem duas filhas. Em 2002, aos 21 anos, foi eleito o deputado estadual mais jovem do Rio de Janeiro.
Flávio foi investigado pelo Ministério Público do Rio por suspeita de se beneficiar de um esquema de “rachadinhas”, em que parte do dinheiro pago a assessores de seu gabinete seria devolvida a ele. O Supremo Tribunal Federal anulou as provas por irregularidades processuais e o caso contra Flávio foi arquivado.

