Política

Deputado Félix Mendonça é alvo de operação da PF por suspeita de desvio de emendas

O Deputado Félix Mendonça é alvo de uma nova fase da Operação Overclean, deflagrada nesta terça-feira (13) pela Polícia Federal. A ação investiga a suspeita de desvios de emendas parlamentares, além de possíveis crimes de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo uma organização criminosa.

As apurações contam com o apoio da Controladoria-Geral da União e da Receita Federal. Ao todo, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão, expedidos pelo ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, em Brasília e em municípios da Bahia, como Salvador, Mata de São João e Vera Cruz. Esta é a nona fase da operação.

Não é a primeira vez que o parlamentar entra no radar da Polícia Federal. Em junho do ano passado, durante a quarta fase da Overclean, agentes cumpriram mandados contra Félix Mendonça Júnior, além de um assessor e prefeitos de cidades baianas. Na ocasião, dois prefeitos afastados dos cargos foram presos em flagrante durante o cumprimento das ordens judiciais.

De acordo com os investigadores, o esquema funcionava a partir do direcionamento de recursos públicos oriundos de emendas parlamentares para processos licitatórios. Servidores públicos facilitariam a vitória de empresas previamente escolhidas, que, ao executar os contratos, superfaturavam os serviços. O excedente seria então desviado, caracterizando prejuízo aos cofres públicos.

Como parte das medidas cautelares, o STF determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 24 milhões em contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas investigadas. A decisão busca interromper a movimentação de valores considerados de origem ilícita e preservar recursos para eventual ressarcimento ao erário.

Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos, entre outros locais, em um apartamento de alto padrão ligado ao deputado em Salvador e em outros endereços associados aos alvos da operação. Até o momento, a assessoria do parlamentar foi procurada, mas não havia se manifestado.

Caso as suspeitas sejam confirmadas, os investigados poderão responder por crimes como organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações e contratos administrativos, além de lavagem de dinheiro. A primeira fase da Operação Overclean ocorreu em dezembro de 2024, quando dezenas de mandados foram cumpridos e prisões foram realizadas em diferentes estados do país.

Fonte: O Povo na Rua


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