Santos empata em 1 a 1 com Deportivo Recoleta e segue sem vitória na Sul-Americana
O Santos ganhou um presente, nesta terça-feira, no dia em que completou 114 anos. Enfrentar o Recoleta, time paraguaio que veio com os reservas para a Vila Belmiro, em seu primeiro jogo internacional, porque luta contra o rebaixamento no torneio nacional, na segunda rodada do Grupo D da Copa Sul-Americana.
Os quase dez mil torcedores esperavam uma goleada, mas se envergonharam ao ver o time só empatar por 1 a 1.
O gol santista foi de Neymar em mais um jogo apático do camisa 10.
O Santos conquistou o primeiro ponto na competição continental, enquanto a equipe paraguaia soma dois. A liderança da chave é do Deportivo Cuenca (três), que joga na quinta-feira, na Argentina, diante do San Lorenzo, domo de um ponto.
Irresponsável, o frágil time argentino resolveu atacar o Santos e sofreu o primeiro contragolpe aos quatro minutos. Gabriel Barbosa escapou pela esquerda e cruzou para Neymar abrir o placar.
Ansioso diante da facilidade para trocar passes perto da área do Recoleta, o Santos errou muito na armação das jogadas e mão incomodou o goleiro Toledo, apesar dos mais de 70% de posse de bola.
A torcida santista começo a perder a paciência com a falta de iniciativa do time, que só voltou a incomodar o goleiro aos 30 minutos, após bom passe de Neymar, que Gabriel Barbosa não aproveitou.
Aos 32 minutos, Neymar bateu com o ombro na cabeça de Figueredo e levou cartão amarelo. Três minutos depois, o camisa 10 ficou com a bola, após saída errada do goleiro, mas errou ao tentar o gol de cobertura.
Mas o pior ainda estava por vir para o Santos. Em bola alçada na área, Luan Peres fez pênalti em Figueredo. Ortiz bateu bem e empatou o jogo para delírio de todos os integrantes da equipe paraguaia, aos 46 minutos. O primeiro tempo terminou sob vaias.
O Santos voltou para a etapa final com a mesma formação, mas com mais paciência para trocar passe.
O problema é que o time não tinha inspiração para encontrar a melhor alternativa para furar o bloqueio paraguaio e nada de emocionante aconteceu em campo para desespero da torcida na Vila.
O técnico Cuca colocou Rollheiser, Miguelito e Tachiano em campo, aos 20 minutos, e no primeiro ataque Rollheiser, de cabeça, quase fez o segundo. Depois o Santos abusou das bolas altas e facilitou o trabalho do goleiro Toledo.
Apesar de lento e um pouco desorganizado, o Santos teve chance com Miguelito, Rafael Gonzaga, Adonis Frias, mas parou por aí. Foi um capítulo triste no dia de 114 anos do clube.
Por Estadão Conteúdo
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