Advogada é presa por injúria racial e homofobia em padaria; veja vídeo

A advogada Lidiane Brandão Biezok, de 45 anos, foi presa em flagrante depois de proferir palavras racistas e homofóbicas em uma padaria da zona oeste de São Paulo na última sexta-feira (20/11). As informações são do SBT.

O caso repercutiu nas redes sociais e vídeos mostram o momento que a mulher desfere tapas e xingamentos a clientes e funcionários do estabelecimento. Uma das funcionárias é humilhada: “você ainda trabalha na Dona Deôla, você não é a rainha da Inglaterra” e que só servia para pegar o papel jogado no chão.

Clientes que estavam na padaria tentaram conter a agressora, que atirava guardanapos e ameaçou jogar a comida no chão se não estivesse boa. Outras pessoas foram alvos de frases homofóbicas e transfóbicas, como “você sabe que dar o c* dá um problema seríssimo”, enquanto bate em um rapaz.

Um dos funcionários, à reportagem do Primeiro Impacto, afirmou que a advogada é cliente antiga e já tinha causado outras confusões. “Fiquei muito ofendido, trabalho aqui há três anos e meio e nunca passei por isso, nunca”, disse o atendente Osvaldo da Silva. Ele afirmou, também, que são treinados para não reagir em casos do tipo. “Eu tive vergonha de falar as coisas que ela me falou para a advogada”, completou.

Policiais foram ao local e, mesmo diante dos agentes, a mulher continuou a dizer insultos, sem ser incomodada ou contida. Ela foi presa em flagrante, chegou a ir à delegacia, mas cumprirá prisão domiciliar.

    Reprodução

A padaria emitiu uma nota afirmando que chamou a polícia para tomar as “providências necessárias” e que “se solidariza com as vítimas desse ato repugnante e se coloca à disposição para prestar toda a assistência necessária”. O estabelecimento disse, também, que repudia “qualquer tipo de discriminação”.

A agressora afirmou que tem transtorno bipolar e se excedeu por ter ingerido bebida alcoólica. Pediu desculpas, negou que seja preconceituosa e que é “uma pessoa de bem”, mas disse que foi agredida anteriormente e que vai processar o estabelecimento. Os funcionários, além das pessoas agredidas, vão registrar boletim de ocorrência contra a advogada.

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