Botafogo tem empate frustrante com Caracas pela Sul-Americana
O novo técnico Franclim Carvalho não teve sua estreia dos sonhos pelo Botafogo. Pela primeira rodada do Grupo E da Copa Sul-Americana, amargou um empate frustrante com o Caracas-VEN por 1 a 1, nesta quinta-feira, no Nilton Santos.
O resultado fez o treinador português sentir o gosto da pressão que vive o clube e foi vaiado pela torcida no intervalo e ao final da partida.
O treinador não teve muita escolha, manteve boa parte da espinha dorsal, mas a postura fria em campo fez a diferença na primeira etapa, saindo com a derrota parcial para os vestiários.
No segundo tempo, viu sua substituição fazer efeito, com a entrada de Arthur Cabral marcando o gol de empate logo no começo.
O que era esperança, se tornou frustração, com muitos erros de passe e tomadas de decisões, e um empate com sabor de derrota.
Com o resultado, o Botafogo e o Caracas somam apenas um ponto na chave, que é liderada pelo Racing-ARG, que venceu o Independiente Petrolero-BOL por 3 a 1, e seu próximo adversário pela segunda rodada, na quarta-feira, às 19h, na Argentina.
Não houve muita diferença no Botafogo para a estreia de Franclim Carvalho. O treinador manteve a espinha dorsal, mas o aspecto de protagonizar o jogo seguiu longe do campo.
Apesar de dominar a posse da bola, o time carioca era lento e pouco conseguia transições ou costurar jogadas ofensivas que levasse algum perigo ao gol venezuelano.
Quando conseguiu pisar na área, viu o VAR anular um possível pênalti em cima de Matheus Martins. O Botafogo até que teve um pouco de inspiração depois do lance, mas o chute de Júnior Santos foi fraco para o gol.
Para piorar a situação, aos 42, Wilfred Correa pegou a sobra na área e, livre de marcação, abriu o placar para o Caracas, fazendo todo o time carioca sair sob vaias para o intervalo.
Na volta do intervalo, Franclim Carvalho lançou Arthur Cabral em campo e a substituição surtiu efeito de imediato.
Oportunista, o atacante apareceu para pegar o rebote e deixar tudo igual, aos quatro minutos.
O gol afastou o nervosismo e fez com que o Botafogo arriscasse mais ao gol. Construindo mais, ficou próximo da virada, mas o chute de Arthur Cabral explodiu no travessão.
Com o passar do tempo, a ansiedade foi tomando conta dos jogadores. Acelerando as jogadas e com seguidas tomadas de decisões equivocadas, desperdiçando chance atrás de chance.
Do outro lado, o Caracas se mostrava pouco interessado no contra-ataque e se fechou totalmente na defesa.
Na reta final, Barrera teve a chance de se consagrar, mas chutou em cima de Benítez, tirando de vez a paciência do torcedor, que aumentou o tom dos protestos.
Por Estadão Conteúdo
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