Cachorro é atendido em hospital municipal de Inhuma e prefeitura apura o caso

Em nota, a Prefeitura informou que o atendimento não foi autorizado pela gestão, o ambiente foi devidamente higienizado e o material será reposto, sem prejuízo ao município.

Uma profissional de saúde do município de Inhuma, que não teve seu nome informado, deve responder a procedimento administrativo pelo atendimento ao seu próprio cão de estimação nas instalações do hospital municipal de Inhazinha Nunes. A profissional é servidora municipal, mas não atua no hospital.

O caso ocorreu há cerca de uma semana, na unidade mista da cidade localizada 250 km ao Sul de Teresina. Conforme a Prefeitura, o animal foi atendido em uma situação de emergência no local.

Após divulgação do caso, os comentários nas redes sociais dividiram-se entre apoio a quem fez o atendimento e em repúdio à situação.

“Eu tenho três cachorros e dou minha vida por eles”, comentou um morador da cidade. “Que o animal precisava ser socorrido isso é fato, mas no lugar apropriado para animais e sob cuidados de um veterinário”, disse outro internauta. “Vergonhoso pra quem trabalha no hospital de Inhuma”, comentou outra pessoa.

A Prefeitura se pronunciou informando que a gestão entende “a aflição dos cuidadores que hoje têm seus animais como membros da família e que entram em desespero ao vê-los em risco de morte”.

Ao mesmo tempo, destacou que o atendimento no hospital é exclusivo a humanos e que medidas administrativas estão sendo tomadas.

“Queremos informar ainda que o ambiente hospitalar já foi higienizado adequadamente, que não foi utilizado nenhum transporte vinculado a saúde municipal, que os materiais utilizados foram descartados e serão repostos pelo profissional que conduziu sua utilização (sem gastos ao município)”, informou ainda a Prefeitura.

Veja abaixo a íntegra da nota da Prefeitura:

NOTA DE ESCLARECIMENTO

A gestão municipal vem a público esclarecer que tomou conhecimento do atendimento a um animal doméstico no ambiente da Unidade Mista de Saúde do Município após fato já ter sido realizado. Não estava ciente e não o autorizou.

Enfatiza que essa conduta emergencial não acarretou prejuízo aos serviços prestados aos usuários, vez que não foi conduzido pela equipe plantonista.

Entendemos a aflição dos cuidadores que hoje tem seus animais como membros da família e que entram em desespero ao vê-los em risco de morte. Quem tem aninais domésticos compreende bem essa aflição e entende que esse contexto.

Porém, reforçamos que é RESTRITO o atendimento, dentro das unidades de saúde do município, somente aos humanos. Não temos estrutura para atendimento a animais.

Queremos informar ainda que, o ambiente hospitalar já foi higienizado adequadamente, que não foi utilizado nenhum transporte vinculado a saúde municipal, que os materiais utilizados foram descartados e serão repostos pelo profissional que conduziu sua utilização (sem gastos ao município), bem como que as medidas administrativas cabíveis serão aplicadas.

Fonte: g1 PI


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