Caso Iarla Lima: MP pede que ex-tenente do Exército cumpra de imediato pena de 37 anos de prisão

José Ricardo foi condenado pelo feminicídio de Iarla Lima, que era sua namorada, e pelas tentativas de feminicídio da amiga e da irmã da vítima, Josiane Mesquita e Ilana Lima.

O promotor Ubiraci Rocha ingressou com recurso para que o ex-tenente do Exército José Ricardo da Silva Neto cumpra de imediato a pena de 37 anos e três meses de prisão pelo feminicídio de Iarla Lima, que era sua namorada, e pelas tentativas de feminicídio da amiga e da irmã da vítima, Josiane Mesquita e Ilana Lima.

O g1 não conseguiu contato com a defesa de José Ricardo da Silva Neto.

A estudante de arquitetura Iarla Lima foi vítima de feminicídio em 19 de junho de 2017, na Zona Leste de Teresina, quando os dois saíam de uma festa. Quando entraram no carro, o ex-militar fez os disparos de arma de fogo contra a namorada, por ciúmes, após ela ter dançado com outros homens na festa. Ele ainda fez disparos contra a amiga e irmã da vítima que ficaram feridas.

Ilana e Iarla Lima estava juntas quando o crime aconteceu. — Foto: Ilana Lima/ Arquivo Pessoal

Ilana e Iarla Lima estava juntas quando o crime aconteceu. — Foto: Ilana Lima/ Arquivo Pessoal

Quase uma semana depois da condenação pelo Tribunal Popular do Júri, José Ricardo continua em liberdade, porque o juiz não determinou o imediato recolhimento para execução da pena. No entanto, o promotor Ubiraci defendeu a execução provisória da pena com base no artigo 492 do Código de Processo Penal (CPP), procedimento considerado normal porque a pena do réu ultrapassou os 15 anos.

“Recorri de conformidade com o Código de Processo Penal, a fim de que a pena seja executada de imediato, dado que ela ultrapassou 15 anos e a lei diz que se a pena chegar a esse prazo ou ultrapassar, o condenado deve ser recolhido à prisão para cumprimento de pena”, explicou o promotor.

A Secretaria da 1ª Vara do Tribunal do Júri informou que existem dois recursos. Um do Ministério Público com pedido para iniciar o cumprimento da pena reclusão e um da defesa para manter o acusado em liberdade.

“Em breve o juiz vai se manifestar sobre eles”, informou.

Por Catarina Costa, g1 PI

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