Com um a menos, Flamengo empata com o Racing na Argentina pela Libertadores

Em jogo movimentado, mas aquém do esperado no aspecto técnico, o Flamengo empatou com o Racing por 1 a 1, nesta terça-feira, em Avellaneda, pela ida das oitavas de final da Copa Libertadores.

O tropeço na Argentina teve sabor de vitória ao time brasileiro, que terminou a partida com um a menos. O zagueiro Thuler foi expulso aos 36 minutos do segundo tempo.

Na estreia do técnico Rogério Ceni num confronto de Libertadores, o time carioca esteve abaixo do esperado, apesar de contar com reforços em campo.

O Flamengo dominou, mas criou poucas chances no ataque. No movimentado segundo tempo, sem bola na rede, mas com três gols anulados, o Racing levou mais perigo e esteve mais perto da vitória, apesar de jogar com diversos desfalques.

Mesmo assim, o Flamengo deixou o estádio El Cilindro sem tantos motivos para se preocupar. O gol fora deixa o time brasileiro com ligeira vantagem no confronto, por conta do critério de desempate com gol qualificado.

A partida da volta contra os argentinos está marcada para a próxima terça-feira, dia 1º, no Maracanã, no Rio de Janeiro.

O JOGO – Apesar de contar com os retornos de Filipe Luís e Gabriel, o Flamengo fez um primeiro tempo aquém do esperado nesta terça. O time visitante controlava a posse de bola, tinha maior volume de jogo, mas pecava na criação, economizava nas investidas mais agudas e levava sustos na defesa.

Debaixo de forte chuva, um destes sustos permitiu ao Racing abrir o placar. Após uma série de falhas na marcação, a começar por Filipe Luís, Fabricio Domínguez fez o que quis pelo lado esquerdo da defesa carioca e cruzou com facilidade. Fértoli surgiu rapidamente na pequena área e completou com displicência. Mas Diego Alves também falhou e aceitou, aos 13 minutos.

A reação do Flamengo, contudo, foi rápida. Um minuto depois, Bruno Henrique disparou pela esquerda, entrou na área e deu passe de trivela. Sem marcação dentro da área, Gabriel só completou para as redes. Mas o lance ofensivo foi algo raro no primeiro tempo do Flamengo. Depois disso, a melhor chance veio com Bruno Henrique, que acertou o travessão aos 33.

Do outro lado, o Racing aceitava o controle de bola do Flamengo, que superava 60%. E esperava por brechas para chegar ao ataque com perigo. Na melhor oportunidade, aos 27, o veterano Lisandro López cabeceou com perigo e Diego Alves defendeu.

O segundo tempo não teve bola nas redes, mas contou com melhor ritmo das duas equipes e jogadas mais perigosas no ataque. Foram três gols anulados, sendo dois para os argentinos, e duas expulsões, ambas no time do Flamengo.

A etapa final começou com chance incrível para o Racing, aos 5. Lisandro López bateu por cima do travessão quando estava sem qualquer marcação na pequena área. Um minuto antes, o veterano cabeceara para as redes, mas a arbitragem assinalou falta no início do lance.

A partir dos 11 minutos, o Flamengo ganhou em volume de jogo no ataque. Vitinho, que entrara no lugar de Gabriel, foi o responsável por dar nova movimentação ao time brasileiro. O atacante iniciou o lance que culminou em finalização certeira de Arrascaeta para as redes, aos 15. A jogada, contudo, foi anulada por impedimento.

As chances no ataque passaram a se acumular, com Everton Ribeiro, aos 27, e o próprio Vitinho, aos 33. Do outro lado, o Racing já comemorava gol de Reniero quando novamente o árbitro venezuelano Alexis Herrera anulou o lance.

Se respirou aliviado com a marcação do juiz, o Flamengo só lamentou quando ele checou o VAR por falta dura de Thuler em Lisandro López. O cartão amarelo virou vermelho e o time brasileiro precisou recuar para garantir o empate fora de casa.

Por Felipe Rosa Mendes
Estadão Conteúdo

 

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