Direção da Uespi de Picos esclarece que estudante formalizou denúncia de assédio contra professor
Na manhã desta sexta-feira (01) a direção da Universidade Estadual do Piauí (UESPI) Campus Senador Helvídio Nunes de Barros, em Picos, emitiu nota de esclarecimento sobre o suposto caso de assédio sexual praticado por um professor da instituição contra uma estudante.
Na nota, é afirmado que uma denúncia formal foi enviada a ouvidoria estadual, NEVIM e a administração superior da UESPI.
“A estudante formalizou denúncia de assédio contra um professor da respectiva unidade junto à ouvidoria estadual, que encaminhou à ouvidoria da UESPI. O processo foi enviado, dia 29 de outubro, ao NEVIM e também para administração superior para ciência e providenciar o envio para Controladoria Geral do Estado”, informa a nota.
O conteúdo ainda ressalta que ficará a cargo da Controladoria Geral do Estado instaurar e conduzir o processo administrativo ou solicitar a realização de sindicância investigativa ou punitiva contra o professor.
O caso
Uma estudante do Curso de Administração da Universidade Estadual do Piauí (UESPI), Campus de Picos, relatou ter sido assediada sexualmente por um professor da instituição de iniciais N. de M.B. . A mesma após inúmeras vezes ser assediada pelo mestre em sala de aula, receber ligações telefônicas, registrou Boletim de Ocorrência na Polícia Civil.
Segundo relatos da estudante, ela encarava as situações com desconfiança e como sendo um mal-entendido, inicialmente. No entanto, os episódios de assédio, começaram a se tornar frequentes causando-lhe desconforto.
“Comecei a ter aulas com o professor, responsável pela disciplina de Fundamentos Históricos da Administração. Nessas aulas, fui constantemente perseguida, sendo alvo de perguntas e interações frequentes por parte do professor. Tentei mudar de lugar, acreditando que era apenas impressão minha, mas as interações continuaram, o que começou a me causar desconforto. No dia 19 de setembro de 2024, recebi seis chamadas telefônicas, sendo cinco perdidas e uma atendida. Desconhecia o remetente da ligação, mas atendi sem saber de quem se tratava. O professor então se identificou, informando que havia ido ao local de trabalho de uma colega de sala para obter meu número e iniciou uma conversa estranha”, destacou a estudante.
Fonte: Paula Monize/Cidade Verde Picos
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