DPCA prende suspeita de tentar levar bebê da Maternidade Evangelina Rosa
A Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) prendeu na manhã desta quarta-feira (8) a mulher suspeita de tentar levar um bebê da Nova Maternidade Evangelina Rosa.
A suspeita foi localizada no Hospital Areolino de Abreu, após a polícia receber a informação que ela estava tendo alta hospitalar.
Maternidade afasta funcionária
Em comunicado divulgado na terça-feira (7), a Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa informou que afastou a servidora suspeita de tentar levar ilegalmente um bebê da instituição, crime ocorrido na tarde de segunda-feira (6). A mulher é técnica de enfermagem.
Em nota, a maternidade informou que prestou apoio para a família e anunciou o afastamento da funcionária.
“Como medida administrativa, a profissional supostamente envolvida foi afastada de suas funções até a conclusão das investigações, cujos resultados subsidiarão a adoção das medidas administrativas e legais cabíveis”, informou.
O Caso
Uma das principais testemunhas da tentativa de rapto do bebê e irmã da puérpera, Daniela Beatriz da Conceição, 24 anos, conversou com o Cidadeverde.com. Ela relatou que na abordagem da mulher, ela se identificou como funcionária da maternidade Dona Evangelina Rosa e a situação foi presenciada por mais duas mulheres puérperas que estavam na sala.
“Ela disse que era enfermeira da maternidade, estava com roupa verde, igual os outros funcionários e que estava ali para ajudar”, disse a mulher para a tia da recém-nascida.
A mãe do bebê, de 14 anos, estava na sala de recuperação para ter alta médica quando recebeu a visita da suposta funcionária da maternidade. Para ela e o bebê terem alta precisava que a filha fizesse os exames do teste do pezinho e da orelhinha. O bebê nasceu no último sábado (4).
Durante os procedimentos para os testes, a mulher pegou o bebê em ao sair da sala, levou a recém-nascido para um banheiro e foi descoberta pela tia.
“Eu a segui e fui até o banheiro, cheguei lá ela tinha vestido outra roupa, soltado o cabelo e parecia outra pessoa. Peguei a bolsa que estava com ela e encontrei o bebê dentro da bolsa de couro, dessas de treino”, disse a tia.
Ela contou que começou a gritar, pedir socorro, que alguém chamasse a polícia, mas ninguém a atendeu. “Outra enfermeira que se identificou como Ingrid disse que a mulher não era funcionária da maternidade e que era paciente de lá. Eu não acreditei devido a intimidade que as outras funcionárias tinham com ela, conversavam com ela”, disse Daniela.
A tia se queixa da falta de providências da maternidade, que não adotou nenhuma ação na hora.
“A mulher que tentou levar o neném disse: ‘eu trabalho aqui, pode confirmar com a Ingrid’”, disse a tia.
Segundo ela, após a confusão, a maternidade agilizou os testes e liberou a mãe. Um carro da maternidade chegou a levar a puérpera, o bebê para a zona rural da cidade de Castelo do Piauí, onde a mãe mora.
A tia revelou que o sentimento é de “alívio, preocupação e agradecimento”. Segundo ela, se não fosse sua intervenção, o bebê teria saído da maternidade ilegalmente. “A mulher sairia com total facilidade, já que conhecia muita gente na maternidade”, disse.
Por Bárbara Rodrigues e Jade Araujo/Cidade Verde
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