Escritor e romancista piauiense Assis Brasil morre aos 93 anos em Teresina

O escritor piauiense Assis Brasil morreu na noite deste domingo (28), aos 93 anos, em sua residência no centro de Teresina. A informação foi confirmada através de nota de pesar divulgada pela Academia Piauiense de Letras (APL), entidade em que Assis Brasil ocupava a cadeira de número 36.

Na noite deste domingo, o escritor teve dificuldade respiratória por volta das 20h. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou a ser acionado para fazer os primeiros socorros, mas ele acabou não resistindo.

Na última quarta-feira, Assis Brasil sofreu um acidente doméstico que resultou em uma fratura no fêmur. Na sexta-feira, ele foi submetido a uma cirurgia ortopédica no Hospital de Urgência de Teresina (HUT), que foi realizada com sucesso.

Assis Brasil recebeu alta no sábado e estava em casa se recuperando bem, segundo familiares e amigos.

Ainda na nota divulgada, a Academia Piauiense de Letras lamentou o falecimento e ressaltou o legado deixado pelo escritor.

“O silêncio de Francisco de Assis Almeida Brasil, aos 93 anos, enluta a Academia Piauiense de Letras, onde ele ocupava a Cadeira 36, e representa uma grande perda para o Piauí e a Literatura Brasileira, que ele engrandeceu com o seu gênio literário nas mais de 100 obras escritas e publicadas”, diz a nota da APL, assinada pelo presidente Zózimo Tavares.

O velório de Assis Brasil acontece a partir de 1h da madrugada desta segunda(29, na funerária Pax União. O sepultamento deve acontecer às 16h, no cemitério Jardim da Ressureição, zona sudeste de Teresina.

Biografia

Francisco de Assis Almeida Brasil nasceu na cidade de Parnaíba. Romancista, cronista, crítico literário e jornalista, nascido na cidade de Parnaíba, Estado do Piauí, em 1932. Teve e tem uma intensa participação na imprensa nacional. Crítico Literário do Jornal do Brasil, 1956-1961; Colunista Literário do Caderno B do Jornal do Brasil 1963-64; Crítico Literário do Diário de Notícias, Rio, 1962- 63; Crítico Literário do Correio da Manhã (Revista Singra e Suplemento Literário), Rio, 1962 e 1972; Crítico Literário de O Globo (Arte e Crítica), 1969-1970; Colunista Literário da Revista O Cruzeiro, Rio, 1965-1976; Crítico Literário do Jornal de Letras, 1964-1989; artigos e ensaios nos seguintes órgãos culturais: Senhor, Mundo Nuevo, Revista do Livro, Leitura, Enciclopédia Bloch, Usina, suplemento de O Estado de São Paulo, Diário Carioca, Tribuna de Imprensa, Jornal do Comércio, Minas Gerais, Correio do Povo, O Povo. Atualmente (1994) faz crítica literária no Tribuna de Imprensa. Bibliografia. Tem 106 obras publicadas. Romances: Tetralogia Piauiense: Beira Rio, Beira Vida, 1965; A Filha do Meio Quilo, 1966; O Salto do Cavalo Cobridor e Pacamão; Ciclo do Terror: Os que Bebem como os Cães e outros. Romances Históricos: Nassau, Sangue e Amor nos Trópicos e Bandeirantes – os comandos da morte, etc. Contos: Contos do Cotidiano Triste, História do Rio Encantado e outros. Ensaios: Faulkner e a Técnica do Romance. O Jornal de Letras do Rio de Janeiro, em sua edição de dezembro de 1998, traz o romance Beira Rio, Beira Vida, entre os cem melhores do gênero já publicados no país. Pertence à Academia Piauiense de Letras.

Por Natanael Souza/Cidade Verde

 

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