Estupro na Delegacia-Gera-PI: terceirizado que estuprou servidora perseguia a vítima
Ela chegou a contar para a família que vinha sendo perseguida por ele, mas nunca denunciou à polícia por achar que conseguiria “lidar sozinha com a situação”.
O terceirizado acusado de abusar sexualmente de uma servidora comissionada dentro da delegacia-geral do Piauí foi indiciado pelos crimes de stalking (perseguição) e estupro. O inquérito foi concluído e apresentado nesta sexta-feira (27) pelas delegadas Bruna Verena, da Diretora de Proteção à Mulheer e aos Grupos Vulneráveis, e Nathalia Figueiredo, do Núcleo de Feminicídios.
De acordo com a delegada Bruna Verena, o terceirizado costumava perseguir a vítima por meio de mensagens e abordagens pessoais. As informações foram obtidas após a quebra de sigilo telefônico do acusado e da perícia feita no celular dele e da servidora. No entanto, a vítima, achando que conseguiria resolver a situação sozinha, nunca denunciou para a polícia as perseguições, embora tenha contado da situação para a família.
Relembre o caso
O caso aconteceu no último dia 19 numa sala localizada no segundo piso da nova sede da delegacia-geral da Polícia Civil. A servidora, uma senhora de mais de 60 anos, foi encontrada desacordada e com sangramento nas partes íntimas por funcionários do local. Na mesma sala, estava um servidor terceirizado, que se tornou o principal suspeito da violência sofrida por ela.
O homem foi interrogado pelos próprios delegados que estavam no prédio no momento e chegou a confessar que manteve relação sexual com a vítima. Mas, segundo ele, a relação teria sido consentida. Para o delegado-geral, Luccy Keiko, ficou claro que o suspeito mentia na versão dos fatos, sobretudo que ele apresentou declarações contraditórias nos depoimentos.
Ele foi conduzido para a Casa da Mulher Brasileira, onde foi autuado por crime de estupro e lesão corporal, e segue detido preventivamente na Cadeia Pública de Altos (CPA). A vítima ficou internada na UTI de um hospital de Teresina, em estado grave, com sinais de confusão mental.
Portal O Dia
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