Final no Maracanã deverá ter público menor do que previa a Conmebol

A ideia da Conmebol era de que a final “sem torcida” da Libertadores fosse assistida do Maracanã por até cinco mil pessoas. Mas, extraoficialmente, a própria entidade admite que o público será bem menor neste sábado. O motivo é a exigência do cumprimento de protocolos de segurança.

A decisão entre Palmeiras e Santos não teve ingressos comercializados, mas patrocinadores e autoridades foram convidados. Os clubes também receberam uma carga de bilhetes, a serem distribuídos entre funcionários, dirigentes e familiares de atletas.

Pelas contas da Conmebol, considerando esse contingente todo, mais os jornalistas credenciados, o staff da entidade, da CBF e o pessoal que irá trabalhar na operação do jogo, o total chegaria a cinco mil pessoas.

O “problema” é que todos os que pretendem estar no Maracanã precisam pegar uma credencial de acesso, que só é liberada mediante a apresentação de um exame negativo para covid-19.

E não é qualquer exame: trata-se daquele considerado “padrão ouro”, que custa cerca de R$ 340 em laboratórios particulares. Além disso, os exames obrigatoriamente precisam ter sido feitos nesta semana.

Quem comprovar estar sem o vírus da covid-19 e tiver o convite para o jogo, terá de encarar outros protocolos de segurança no Maracanã. O público será espalhado por diversos pontos do estádio, incluindo camarotes, tribunas e arquibancadas. Haverá distanciamento de dois metros entre um e outro.

Torcedor sem ingresso que decidir ir ao Rio para tentar dar apoio também deverá ter dificuldades. As ruas do entorno do estádio serão fechadas para circulação três horas antes da partida. Não será permitida aglomeração do lado de fora.

Nesta sexta, o Maracanã passou pelo últimos retoques para a decisão. A fachada do estádio, que apresentava um ar quase de abandono após nove meses de partida sem público, recebeu uma limpeza especial – assim como a famosa estátua de Bellini.

Alguns torcedores de Palmeiras e Santos apareceram para fazer selfies. Afinal, nesta sexta ainda estava permitido.

Por Marcio Dolzan
Estadão Conteúdo

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *