Fluminense bate Atlético-MG em belo jogo no Brasileirão, com ‘olé’ e 2 de Cano

Fluminense e Atlético-MG protagonizaram um belo jogo nesta quarta-feira, pelo Brasileirão. Certamente o mais agradável da atual edição e que os amantes do futebol bem jogado, ofensivo, aguardavam há muito tempo.

Ambos buscaram o gol a todo o momento e quem esteve presente do Maracanã foi brindado com oito bolas na rede.

Melhor para o organizado time carioca, que se afastou da rabeira e encostou no bloco de cima com triunfo merecido por 5 a 3. Os mineiros lamentam o revés e nova chance desperdiçada de serem líderes.

O reencontro do Fluminense com a vitória após dois tropeços, mostra que o time pode sonhar com coisas grandes na competição. Ganso cresce a cada dia com seu futebol diferenciado, enquanto Arias, Luiz Henrique e Cano estão bem entrosados na frente. O argentino, por sinal, levou a melhor no duelo com Hulk, ao balançar as redes duas vezes e chegar a 21 gols na temporada.

Enquanto teve fôlego, Ganso ditou o ritmo no Maracanã. Saiu cansado, com dores e suspenso para o jogo contra o Atlético-GO, no fim de semana. Ganhará um descanso e torcerá para o time usar a apresentação de gala para embalar de vez.

As equipes pisaram no gramado do Maracanã com a mesma obrigação da vitória, por metas distintas. Aos cariocas, o triunfo significava se distanciarem da zona de queda. Do lado mineiro, valia dormir na liderança.

O 100º confronto da história entre ambos começou com equipes buscando postura ofensiva, demonstrando que tentariam os três pontos desde o início. Os visitantes, mais no campo ofensivo, com o mandante apostando na velocidade dos contragolpes.

Com somente três minutos, Cano desperdiçou a primeira grande chance da noite. Parou em Everson. O Atlético-MG tinha mais iniciativa, porém não conseguia finalizar, esbarrando em boa parede defensiva carioca. O Fluminense foi mais efetivo e saiu na frente com um belo gol.

Ganso arrancou pela direita e cruzou para a área. Luiz Henrique pisou na bola e Arias mandou no ângulo. Bela jogada e vantagem tricolor após dois jogos com derrotas.

Depois de reclamar bastante da falta de condições de jogo no alagado Alfredo Jaconi, no fim de semana – derrota por 1 a 0 para o Juventude – o Fluminense mostrava toda sua técnica no Maracanã.

Marcação forte, movimentação e intensas trocas de passes renderem mais um gol na primeira etapa. De pé em pé a bola chegou até Samuel Xavier, que cruzou no peito de Cano: 2 a 0 e bela festa nas arquibancadas. Vigésimo do artilheiro, que fez coração para a família, presente no estádio.

Com dois gols de desvantagem pela primeira vez sob o comando de Antônio Mohamed, o Atlético sabia que precisava ser mais ousado.

Quase diminuiu em cabeçada de Sasha. Fábio salvou. Logo a seguir, o goleiro deu o gol de presente aos mineiros. Tocou errado, nos pés de Jair, que cruzou na cabeça de Hulk.

A torcida do Fluminense ensaiou uma vaia, mas logo estava soltando o grito de gol novamente. Luiz Henrique provocou o marcador, driblou e mandou na cabeça de Samuel Xavier e 3 a 1 no placar.

A boa vantagem para o intervalo, porém, acabou reduzida no último lance, em bobeira da defesa. Alonso cruzou e Jair recolocou o Atlético-MG no jogo. Apesar do amplo domínio, os cariocas foram para o vestiário com sentimento de frustração pelo gol no fim.

E a pausa veio com enorme confusão em campo. Irritado com a provocação de Luiz Henrique no lance do terceiro gol, Antônio Mohamed entrou no campo para cobrar o jovem atacante. O xingou e virou um enorme empurra-empurra no gramado.

O jogo voltou com times pressionando o árbitro Leandro Pedro Vuaden no campo e muito mais quente. As disputas ficaram fortes, reflexo da confusão no fim do primeiro tempo. Em uma cobrança de falta, David Braz quase ampliou.

Eis que o Fluminense mais uma vez deu presente para os mineiros. Arias saiu jogando errado, perdeu a bola e Jair cruzou para Sasha empatar de cabeça.

Nem bem os mineiros igualaram o placar e lá estava Cano festejando novamente. O artilheiro bateu forte, de primeira, para fazer o seu segundo da noite.

Luiz Henrique também merecia deixar sua marca e assim o fez aos 17. O jovem abusado recebeu lançamento de André e bateu de chapa, sem chances para Everson. Ao invés de retrucar os palavrões de Turco Mohamed, optou por dançar com seus companheiros.

Fernando Diniz trocou seus atacantes nos minutos finais e todos saíram aplaudidos e ovacionados pela torcida. Arias, que estava com a seleção colombiana, ganhou um forte abraço do treinador em noite inesquecível do time no Maracanã. O jogo terminou com “olé” e aos gritos de “Nense, Nense.”

Fonte: Estadão Conteúdo

 

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