Justiça determina circulação de 70% dos ônibus em Teresina e proíbe sindicato de fazer protestos

A determinação foi divulgada nesta quinta-feira (18) pelo juiz João Gabriel Furtado Baptista, da 2º Vara dos Feitos da Fazenda Pública. Esta é a segunda decisão determinando a circulação da frota.

Uma nova decisão judicial determinou que a circulação de 70% da frota de ônibus nos horários de pico e 30% nos demais horários em Teresina. A medida de urgência também proíbe que o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviário (Sintetro) não realize atos que impeçam a circulação dos coletivos.

A greve dos motoristas e cobradores completou 11 dias nesta quinta-feira (18). A categoria reivindica a falta de pagamento do salário referente a janeiro e a renovação da convenção coletiva de trabalho.

A determinação foi assinada pelo juiz João Gabriel Furtado Baptista, da 2º Vara dos Feitos da Fazenda Pública e prevê multa diária de R$ 50 mil até o limite R$ 500 mil em caso de descumprimento da ordem judicial, bem como a possibilidade de prisão por crime de desobediência. Desta vez, a ação foi proposta pela Prefeitura Municipal de Teresina.

Ao G1, o secretário de Assistência e Previdência Social do Sindicato dos Trabalhadores em Empresa de Transportes Rodoviários do Piauí (Sintetro), Francisco Sousa, informou que a categoria vai cumprir a decisão. Sobre as manifestações, o sindicalista informou que os motoristas e cobradores nunca proibiram a circulação dos ônibus.

“Acabamos de ser informados sobre essa decisão e vamos cumprir, a prefeitura que entrou com essa ação. A gente lamenta muito essa situação, pois temos um problema de relação de trabalho. O prefeito vem querendo coagir o trabalhador e desmobilizar a luta. Quem está passando fome é o trabalhador e não é a prefeitura e nem o empresário”, declarou Francisco Sousa.

No dia 8 de fevereiro, a Procuradoria-Geral do Município (PGM) de Teresina ajuizou uma ação para garantir a circulação de 70% dos ônibus no período de pico na capital enquanto durar a greve dos motoristas e cobradores de ônibus. No entanto, a medida não vinha sido sendo cumprida, segundo a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans).

Paralisações

 

Motoristas e cobradores de ônibus decidem pelo fim da greve após receberem ticket-alimentação — Foto: Arquivo pessoal

Motoristas e cobradores de ônibus decidem pelo fim da greve após receberem ticket-alimentação — Foto: Arquivo pessoal

A primeira greve começou no dia 11 de janeiro. A categoria cobrava o pagamento dos salários de forma integral e ainda o reajuste salarial de 2019. A segunda paralisação durou três dias e foi encerrada no dia 27 de janeiro.

Os trabalhadores denunciaram estar recebendo abaixo do salário mínimo e sem pagamento do ticket-alimentação e plano de saúde. A greve foi encerrada após a Prefeitura de Teresina pagar o ticket-alimentação.

A terceira paralisação aconteceu no dia 1º de fevereiro, entre os trabalhadores do Consórcio Theresina, que atende à Zona Sudeste de Teresina. A categoria protestava contra a demissão de um trabalhador, que eles consideraram injusta. A paralisação durou cinco horas, até que os trabalhadores e empresários entraram em um acordo.

Já quarta paralisação ocorreu no dia 4 de fevereiro, entre os funcionários de uma das empresas que fazem parte do Consórcio Urbanus, que atende a Zona Leste de Teresina. O protesto foi porque 25 trabalhadores não receberam o pagamento das férias, mesmo após voltar ao trabalho. Outra questão é que 18 trabalhadores que estão afastados e teriam direito a 30% do salário estariam há três meses sem receber.

No dia 5 de fevereiro, os motoristas e cobradores de ônibus paralisaram as atividades pela quinta vez e não retornaram mais as atividades. Cerca de 300 funcionários aderiram à paralisação. Os ônibus deixaram de circular das 16h às 18h, depois retornaram para as garagens.

Por G1 PI

 

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