Justiça manda União fornecer remédio de R$ 3,5 milhões a menino com distrofia muscular de duchenne no PI
Luís Henrique dos Santos, de sete anos, possui Distrofia Muscular de Duchenne, doença genética rara e degenerativa. Ele mora com a família em Oeiras, no Piauí.
O menino Luís Henrique dos Santos, de 7 anos, recebeu nesta segunda-feira (15) um medicamento de alto custo para tratar a Distrofia Muscular de Duchenne, doença genética rara e degenerativa. O remédio custa mais de R$ 3,5 milhões por semestre e cerca de R$ 6 milhões por ano.
O acesso ao tratamento só foi possível após decisão judicial. A família, de Oeiras, no Piauí, entrou com ação contra a União para conseguir o medicamento Givinostat (Duvyzat). A 3ª Vara Federal Cível do Distrito Federal determinou o fornecimento do remédio.
Luís recebeu as primeiras doses no Hospital Infantil Lucídio Portella, em Teresina.
A distrofia muscular de Duchenne é uma doença genética rara e progressiva que enfraquece os músculos. Com o avanço, a mobilidade e a qualidade de vida ficam comprometidas. A condição afeta principalmente meninos e ocorre em cerca de 1 a cada 3.500 nascimentos.
Luís recebeu quantidade suficiente do medicamento para seis meses. A dose é administrada por via oral pela própria família, sem necessidade de deslocamento de Oeiras para Teresina.
Segundo a médica Lorena Mesquita, diretora-técnica do hospital e responsável pelo caso, o medicamento ajuda a retardar o avanço da doença. Ela afirma que o tratamento é essencial para a qualidade de vida e a independência de Luís. Sem o remédio, ele poderia precisar de cadeira de rodas.
“Perderia principalmente a marcha. Ele é uma criança que se a gente não fizer o tratamento ele vai ficar cadeirante”, iniciou a médica.
“É uma doença que acomete meninos e leva principalmente a perdas motoras, ainda sem cura. Entre essas perdas motoras, está a perda da marcha, que pra uma criança é muito ruim, pois ela gosta de correr, pular e brincar”, disse a médica.
A médica explica que os primeiros sintomas costumam surgir entre os 4 e 6 anos. No caso de Luís, os sinais apareceram nesse período. Ele é acompanhado há cerca de três anos, desde que a mãe, Ana Carolina dos Santos, percebeu a perda de força muscular.

