Justiça nega pedido de prefeitura no Piauí e considera legal greve dos professores

A Prefeitura de Juazeiro do Piauí pediu que a Justiça declarasse ilegalidade na greve, mas não foi atendida

O Tribunal de Justiça do Piauí indeferiu recurso da Procuradoria-Geral do Município (PGM) de Juazeiro do Piauí e considerou legal a greve dos professores municipais, iniciada no dia 06 de abril e sem previsão para encerrar. A decisão foi assinada pelo desembargador Raimundo Nonato da Costa Alencar.

A Prefeitura de Juazeiro do Piauí protocolou o pedido para que o ato fosse considerado ilegal e solicitando que o Poder Judiciário determinasse o retorno da categoria ao trabalho. A greve dos professores da rede municipal de ensino de Juazeiro do Piauí é um direito constitucional.

Na segunda-feira (02) um grupo de professores fixou uma placa na entrada da cidade. Na placa há a imagem do prefeito Wilson Gomes (PCdoB) e dos vereadores Edimilson, Adaías, Bodó, Maurício e Pretinha, que votaram a favor do projeto de lei que estabeleceu o aumento do piso salarial do magistério em 20% configurando assim uma derrota para os educadores que reivindicam o aumento de 33,24% garantidos em Lei Federal.

 “Inimigos da educação, traidores do povo, nós não esqueceremos. Votando nos 20% nos tiraram o direito a 33,24% garantido por lei e envergonham a classe política que deveria lutar pelos direitos do povo”, diz a placa.

A sessão que aprovou o aumento de 20% ocorreu no dia 26 de abril e no dia 29 a gestão municipal de Juazeiro efetuou o pagamento salarial dos professores com o aumento aprovado e o adicional retroativo de janeiro, fevereiro e março. Diante disso os professores informaram que nunca alegaram atraso de salários ou de férias. A reinvenção é pelos 33,24%, e é justa, afirmaram.

Por Piauí Hoje

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