Massagista teria mandado o atual “dar um susto” no ex após descobrir relação dele com amiga em Teresina
A vítima teve a motocicleta incendiada e foi morta com um tiro no tórax quando tentava entrar em casa, após conter o fogo
A massagista Sabrina Grazielle Pereira Dourado, presa nesta quinta-feira (24), é apontada pela Polícia Civil como responsável por incentivar o assassinato do ex-companheiro Alef Oliveira de Lima, de 23 anos. Segundo o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a motivação seria ciúmes após Sabrina descobrir que Alef havia se envolvido com uma amiga e vizinha dela.
O crime aconteceu no dia 21 de junho, no bairro Frei Damião, Zona Sudeste de Teresina. A vítima teve a motocicleta incendiada e foi morta com um tiro no tórax quando tentava entrar em casa, após conter o fogo. O autor do disparo seria Breno Gomes, atual companheiro de Sabrina, preso na última segunda-feira (22).
AMEAÇAS ANTES DE ASSASSINATO
De acordo com o delegado Bruno Ursulino, a massagista chegou a enviar mensagens ameaçando incendiar a casa, a moto e o ex-companheiro. Ainda segundo o delegado, ela teria convencido Breno a cometer o ataque. “Era para dar um susto, mas acabou em homicídio. Desde o dia 21, ouvimos testemunhas e conseguimos chegar ao nome do Breno rapidamente. As informações que foram chegando indicavam que ele não agiu sozinho, e que tinha sido instigado pela Sabrina”, pontuou o policial.
A EXECUÇÃO
A polícia identificou que Breno ateou fogo na moto da vítima, estacionada em frente à residência. Quando Alef saiu para conter as chamas, o autor fugiu, mas retornou minutos depois em uma motocicleta. “A vítima ainda conseguiu apagar o fogo. Quando reconheceu Breno voltando ao local, tentou recuar para dentro de casa. Ele sacou a arma, apontou e atirou. O disparo atravessou o portão e atingiu o tórax da vítima”, relatou o delegado.
Alef morreu ainda no local.
PRISÕES E DESDOBRAMENTOS
Durante as buscas na casa de Breno, a polícia encontrou celulares roubados que estavam sendo usados pela mãe e pela irmã dele. Ambas foram levadas à delegacia para prestar esclarecimentos. “Na delegacia, elas disseram que o rapaz havia sido influenciado a cometer o crime”, afirmou o delegado.
Com os elementos reunidos, a prisão preventiva de Sabrina foi decretada. No caminho para a audiência de custódia, ela admitiu informalmente aos policiais que havia induzido Breno à ação. “Ela disse que não queria a morte do Alef, mas que o objetivo era apenas assustá-lo”, explicou o delegado Bruno Ursulino.
O DHPP investiga ainda o possível envolvimento de Breno em outros crimes, inclusive com indícios de ligação com facções criminosas. “Ele tem passagens por roubo, e as redes sociais apontam associação com símbolos de facção. Tudo isso está sendo levantado”, acrescentou Ursulino.
A polícia agora trabalha para concluir o inquérito com base nos depoimentos, nas provas materiais e nos laudos periciais.
Fonte: MeioNews

