Meteoro cai no interior do Ceará e assusta moradores

O fato aconteceu na manhã do sábado.

Um barulho intenso, tremor e um clarão no céu, assustou moradores do interior do Ceará na manhã deste sábado (10), após um meteoro, de proporções ainda desconhecidas, ter se chocado com a atmosfera terrestre e possivelmente produzir meteoritos que podem ter se espalhado pela região do Maciço do Baturité.

A Rede Brasileira de Monitoramento de Meteoros (Bramon) recebeu diversos relatos do acontecido pelas redes sociais. “Aqui na região, que fica entre Baturité e Guaramiranga, foi bem forte. Será que caiu por aqui? Tremeu e teve um barulho muito forte. Eu tinha acabado de entrar no quarto quando ouvi o enorme barulho, saí e só vi o eco do barulho. Minha mãe disse que sentiu tremer”, disse um morador.

De acordo com o astrônomo e astrofotógrafo José Lucas Ferreira, o caso aconteceu na manhã deste sábado às 6h47, e pode ser denominado como bólido, nome que se dá a um meteoro que, ao colidir com a atmosfera terrestre, provoca um estrondo e forma uma bola de fogo tão clara quanto a lua cheia. “Alguns moradores disseram que tremeu tudo lá, tipo um terremoto. Estamos tentando ver se alguém aqui pegou o estrondo ou se alguma câmera de vigilância captou alguma coisa. Também disseram que viram uma fumaça no céu, quando correram para ver o que foi”, disse.

O astrônomo explica ainda que o mês de outubro costuma ter uma chuva de meteoros bastante conhecida, chamada de Draconídeas. A previsão era de que o pico do fenômeno ocorresse entre a última terça (6/10) e este sábado (10/10). “Não dá para dizer que foi ela que causou exatamente esse bólido, mas é normal a entrada de toneladas de meteoros todos os dias na nossa atmosfera, mas alguns a gente não consegue presenciar porque são muito fracos. Esses bólidos são normais de ocorrer, mas é muito raro que a gente perceba um fenômeno desse”, pontua. A explicação para a nossa baixa percepção desse tipo de acontecimento astronômico é, além do impacto muitas vezes pequeno, a poluição luminosa das grandes cidades.

Fonte:  Correio Braziliense

 

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