Morre diplomata Sergio Amaral, ex-embaixador e ex-ministro de FHC

Amaral tinha 79 anos e estava em tratamento de câncer; velório será aberto ao público e ocorrerá em São Paulo, neste sábado

O ex-embaixador, ex-ministro e advogado Sergio Silva do Amaral morreu na noite desta quinta-feira (13), aos 79 anos. Destaque na diplomacia brasileira, Amaral enfrentava um câncer e estava internado no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo. O velório está marcado para este sábado (15), a partir das 9h, no Funeral Home, na capital paulista, e será aberto ao público. O enterro vai ocorrer às 13h30, no Cemitério São Paulo.

Tido como um dos mais importantes diplomatas do Brasil, Amaral foi embaixador em Londres (1999-2001), Paris (2003-2005) e Washington (2016-2019). Ele também foi ministro da Indústria e Comércio, além de porta-voz da Presidência da República durante o governo Fernando Henrique Cardoso.

Paulista, formou-se em direito na Universidade de São Paulo (USP) e fez pós-graduação em ciências políticas na Universidade Paris 1 Panthéon-Sorbonne. Em Brasília, foi professor assistente de relações internacionais na Universidade de Brasília.

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores prestou as condolências à família de Amaral e expressou reconhecimento pela trajetória de “relevantes serviços” prestados ao Ministério das Relações Exteriores e ao Brasil.

Ao longo da carreira, além de ministro e embaixador, foi negociador da dívida externa brasileira e presidente dos conselhos da Camex e do BNDES. No setor privado, presidiu o Conselho Empresarial Brasil-China e integrou os conselhos da WWF Brasil, das empresas francesas Total e Plastic Omnium e de outras empresas brasileiras.

Amaral tinha quatro filhos e dois netos.

Repercussão

O vice-presidente da República e atual ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, lamentou a morte de Amaral, dizendo que ele deixa “uma imensa contribuição para a diplomacia e o serviço público brasileiros”.

O senador Eduardo Braga (MDB-AM) também escreveu uma mensagem, em que afirma que Amaral foi “um ser humano e um diplomata brilhante, cordial e o precursor da cultura exportadora do Brasil”, em especial para o estado do Amazonas, pela propagação da importância da Zona Franca de Manaus.

 

Fonte: Bruna Lima, do R7, em Brasília

 

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