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MPPI recorre de decisão que libertou acusado de mandar matar a irmã em Paulistana

Crime ocorreu em março na zona rural de Paulistana; vítima foi morta com oito tiros.

Por Kelvyn Coutinho/Portal Clube News

O Ministério Público do Piauí (MPPI) protocolou, nesta quarta-feira (17), um recurso contra a decisão judicial que concedeu liberdade provisória a Narciso Gomes Celestino. Ele é acusado de ser o mandante do assassinato da própria irmã, a advogada Valdenice Gomes Celestino Soares, morta a tiros em março de 2025, no município de Paulistana.

Narciso Gomes Celestino, acusado de mandar matar a irmã Valdenice. (Foto: Ascom/PC-PI)

O homicídio ocorreu no dia 3 de março, na localidade Jorge, zona rural da cidade. Valdenice foi atingida por oito disparos. Segundo as investigações da Polícia Civil, a motivação do crime seria uma disputa por terras e conflitos familiares. Além de Narciso, outros dois familiares são réus no processo:

  • Gabriel da Silva Celestino: Sobrinho da vítima e filho de Adelaido, acusado de auxiliar na fuga. Ele foi solto em outubro após um habeas corpus concedido pelo Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI).
  • Adelaido Gomes Celestino: Irmão da vítima, apontado como o autor dos disparos. Ele está foragido há nove meses.
Valdenice Gomes Celestino Soares foi morta em Paulistana (PI). (Foto: Facebook)

Argumentos do Ministério Público

No recurso, o MPPI sustenta que a liberdade de Narciso representa um risco à ordem pública e à instrução criminal. O órgão destaca que o réu possui histórico de descumprimento de medidas protetivas e que há relatos de intimidação de testemunhas.

“A liberdade do réu pode comprometer o julgamento e colocar testemunhas em perigo”, argumenta o Ministério Público, ressaltando que Paulistana é uma cidade pequena onde a forte divisão familiar intensifica o risco de pressões externas.

Histórico de violência

O MPPI também relembrou que Narciso e Adelaido já respondem por outra tentativa de homicídio, ocorrida em 2021, contra Gesiel Levi Soares da Silva, ex-companheiro de Valdenice. O caso ainda deve ser submetido ao Tribunal do Júri.

 

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