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Operação prodígio: líder de esquema criminoso tinha mural de desejos no quarto

Anderson Ranchel Dias, Handson Ferreira Barbosa, Ilgner de Oliveira Bueno e Sávio Máximo de Sousa tiveram suas prisões preventivas decretadas pela Justiça.

Anderson Ranchel Dias, apontado pela Polícia Civil do Piauí como um dos líderes do esquema de fraude bancária que causou um prejuízo de R$ 19 milhões a uma instituição financeira, tinha em seu quarto um “mural dos desejos” com recortes de imagens de carros luxuosos, mulheres, notas de dólar, mansões, viagens, sapatos e até bolsas de grife.

O mural com as aspirações de Anderson ficava em sua mesa de “trabalho”, onde ele planejava e executava golpes usando um notebook e celulares.

Operação prodígio: líder de esquema tinha mural dos desejos no quarto (Foto: Reprodução)Operação prodígio: líder de esquema tinha mural dos desejos no quarto (Foto: Reprodução)

Operação prodígio: líder de esquema tinha mural dos desejos no quarto (Foto: Reprodução)Operação prodígio: líder de esquema tinha mural dos desejos no quarto (Foto: Reprodução)

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Bom Dia Meio Norte exibiu com exclusividade, nesta segunda-feira (11), uma agenda com frases como “Serei milionário até o dia 01/01/2024”, “Serei milionário no dia 01/01/2024” e “Estou milionário no dia 01/01/2024”.

A agenda de Anderson Ranchel foi apresentada com exclusividade nop Bom Dia Meio Norte (Foto: Reprodução)A agenda de Anderson Ranchel foi apresentada com exclusividade nop Bom Dia Meio Norte (Foto: Reprodução)

Na mesma agenda, ele também refletiu sobre questões relacionadas a crescimento pessoal e do esquema criminoso com as indagações “Como serei útil?”, “Que tipo de pessoa quero ser?”, “Que tipo de empresa quero ter?” e “Como vou usar meu tempo?”.

Anderson Ranchel era dono de uma BMW avaliada em R$ 350 mil, pilotava aviões de pequeno porte e viajava constantemente a países como Estados Unidos, França, Holanda, Argentina e Portugal. Tudo isso era compartilhado na sua conta pessoal do Instagram.

Nas redes sociais, Anderson Ranchel compartilhava sua vida de luxo e viagens internacionais (Foto: Reprodução)Nas redes sociais, Anderson Ranchel compartilhava sua vida de luxo e viagens internacionais (Foto: Reprodução)

Além de Anderson Ranchel Dias, Handson Ferreira Barbosa, Ilgner de Oliveira Bueno e Sávio Máximo de Sousa, também apontados como líderes do esquema de fraude bancária, tiveram suas prisões preventivas decretadas pela Justiça.

A investigação da Polícia Civil do Piauí revelou que eles atraíam “clientes” em busca de dinheiro e usavam seus nomes para enganar os bancos e obter créditos elevados. O dinheiro era entregue aos clientes, e a quadrilha ficava com uma porcentagem.

De acordo com a Polícia, 117 pessoas foram identificadas como suspeitas de participar dessa fraude em todo o Brasil, com 314 suspeitos no total. Essas pessoas estavam associadas a mais de 600 contas bancárias com indícios de irregularidades.

Os criminosos anunciavam empréstimos bancários facilitados em grupos de aplicativos e nas ruas. Muitos clientes residiam em bairros periféricos de Teresina, e os intermediários do esquema até usavam carros de som para anunciar o “serviço” de empréstimos. Três dos quatro líderes nasceram e cresceram na periferia e conheciam pessoalmente muitas dessas pessoas.

No total, quase 30 pessoas foram presas no Piauí, suspeitas de integrar um esquema de fraude bancária que causou um prejuízo de R$ 19 milhões a uma instituição financeira no Brasil, sendo R$ 6 milhões relacionados a golpes praticados em contas bancárias no estado. Vinte e dois dos presos foram capturados em Teresina, a maioria na Zona Sul da capital. A Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI) informou que essas pessoas forneciam dados falsos para se tornarem clientes do banco.

Anderson Ranchel Dias de Sousa, um dos presos, foi capturado na Zona Leste de Teresina. Ele é apontado como líder da associação criminosa e ostentava uma vida luxuosa nas redes sociais, com mais de 10 viagens aos Estados Unidos somente durante o período da investigação.

O diretor de inteligência da SSP-PI, delegado Anchieta Nery, informou que o esquema era dividido em três partes: liderança, responsável por recrutar pessoas para abrir contas com dados falsos; financeira, que lavava o dinheiro obtido do banco; e clientes, indivíduos que se uniam ao esquema para abrir contas.


Fonte: Meio Norte


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