Preço médio da gasolina comum no Piauí é o mais alto do Brasil

O último reajuste anunciado pela Petrobras ocorreu no dia 10 de março. Desde então, o preço da gasolina comum no Piauí continua a subir.

Um levantamento feito pelo O DIA junto ao Sistema de Levantamento de Preços da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aponta que o preço médio da gasolina comum no Piauí é o mais alto do Brasil. O levantamento leva em consideração os valores praticados nos postos de combustíveis entre os dias 20 e 26 de março deste ano. Portal O Dia

De acordo com a ANP, o preço médio da gasolina comum vendida no estado na última semana foi de R$ 8,07, com o preço mínimo de R$ 7,500 e o máximo de R$ 8,290. O último reajuste anunciado pela Petrobras ocorreu no dia 10 de março. Desde então, o preço da gasolina comum no Piauí continua a subir. Em um mês, o valor médio no estado aumentou quase R$ 1,00. Na semana entre 27 de fevereiro e 05 de março deste ano, por exemplo, o valor médio encontrado nas bombas pelo consumidor foi de R$ 7,104.

Fonte: ANP

Mesmo estados como Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Maranhão, que lideram o ranking de preço máximo, o preço médio do combustível está abaixo dos R$ 8,00. Na Bahia, por exemplo, que lidera o ranking de preço máximo, com o combustível sendo vendido a R$ 8,949 em alguns postos, o preço médio (R$ 7,321) está longe do praticado no Piauí.

Já nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Maranhão, ainda é possível encontrar gasolina comum com valor abaixo de R$ 7,00, o que acaba por reduzir expressivamente o valor médio do combustível.

O O Dia entrou em contato com o Sindicato dos Donos de Postos de Combustíveis (Sindipostos), que argumentou que o alto valor da gasolina comum no Piauí é devido à uma logística mais cara, pelo fato do estado não possuir porto e devido ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) cobrado no estado.

“[A política de preços da Petrobrás] tem influência, porém se não acompanhar o preço internacional ninguém importa. Ninguém vai importar, por exemplo, por R$ 2 e vender dentro do Brasil por R$1. Falta produto”, afirmou o presidente do Sindipostos, Alexandre Cavalcante.

Vale lembrar que, no Brasil, o preço da gasolina ao consumidor é composto pelo preço de realização da Petrobras, o custo do etanol (que é definido livremente pelos seus produtores) e os custos e as margens de comercialização das distribuidoras e dos postos revendedores, bem como todos os impostos devidos, como ICMS, CID, PIS/PASEF e COFINS.

 

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