Psicólogo piauiense viaja em expedição humanitária à Polônia para ajudar refugiados ucranianos

O profissional da saúde é terapeuta do luto, especialista em tanatologia e há 15 anos trabalha com prevenção ao suicídio. Na Polônia, ele irá prestar assistência humanitária a refugiados da guerra durante sete dias.

O psicólogo piauiense Carlos Henrique Aragão, de 52 anos, viaja nesta sexta-feira (1º) em expedição humanitária à Polônia para ajudar refugiados da guerra na Ucrânia. O grupo de mais sete voluntários brasileiros, de várias especialidades, irá ficar no país durante uma semana.

Psicólogo piauiense viaja em expedição humanitária à Polônia para ajudar refugiados ucranianos — Foto: Arquivo pessoal/Carlos Aragão

Psicólogo piauiense viaja em expedição humanitária à Polônia para ajudar refugiados ucranianos — Foto: Arquivo pessoal/Carlos Aragão

“Hoje já são 2,8 milhões de refugiados ucranianos na Polônia. Nem todos os voluntários são profissionais da saúde, mas todos vão para prestar serviço. Estamos indo para atender os refugiados de guerra da Ucrânia na fronteira, mas do lado polonês”, explicou Carlos.

O psicólogo atua como voluntário há 22 anos no Brasil e no mundo. Desde 2016, ele colabora com duas instituições que prestam serviços humanitários.

A estadia do grupo de voluntários brasileiros vai ser em Cracóvia, onde há um campo de refugiados ucranianos. A instituição parceira, que proporciona a viagem, contou que na expedição irão profissionais do Direito Humanitário Internacional, Direitos Humanos e de Imigração.

Eles vão prestar apoio, orientação e ajudar a organização de instituições locais e grupos civis que estão recebendo os refugiados da guerra.

14/03 - Refugiados ucranianos na Cracóvia, na Polônia — Foto: Reuters

14/03 – Refugiados ucranianos na Cracóvia, na Polônia — Foto: Reuters

“Temos como propósito orientar e formar a sociedade civil em como receber, explicar sobre as leis e direitos de refugiados nesse contexto específico e ajudar na elaboração de planos de ação para o acolhimento e integração dos refugiados”, afirmou Mariana Serra, diretora executiva da instituição e líder do grupo.

A equipe de voluntários também terá como objetivo orientar organizações a captar recursos para ampliar a atuação no contexto de guerra sofrido pela população da Ucrânia.

Expedições pelo mundo

Carlos Henrique contou ao g1 que esta é a sua 10ª expedição humanitária. A primeira foi em 2016 para o município de Acauã, no semiárido piauiense. Depois disso viajou pelo sertão de Alagoas, Pernambuco, Bahia e também Amazônia. Fora do Brasil, viajou para Índia e África.

“Nessas regiões onde existe a população mais vulnerável, todos os anos há expedições, mas nem sempre todos os voluntários vão. É feito um revezamento. Eu fui três vezes. Mas essa viagem à Polônia vai ser a primeira onde vou para um cenário de guerra”, contou o psicólogo.

Equipe de voluntários brasileiros, dentre eles o psicólogo piauiense Carlos Aragão, que prestam serviço humanitário em diversas partes do mundo — Foto: Arquivo Pessoal/Carlos Aragão

Equipe de voluntários brasileiros, dentre eles o psicólogo piauiense Carlos Aragão, que prestam serviço humanitário em diversas partes do mundo — Foto: Arquivo Pessoal/Carlos Aragão

Em março de 2020, quando a pandemia da Covid-19 iniciou no Brasil, o psicólogo disse que estava em Uganda, na África. Antes mesmo de voltar da Polônia, Carlos Henrique já planeja sua 11ª expedição, desta vez para Jamaica, onde ele vai desenvolver trabalho voltado para a saúde mental.

Carlos sabe que pode enfrentar grandes dificuldades durante sua estadia, por ser um cenário novo de atuação, mas o sentimento, segundo ele, é de coragem e vontade de ajudar.

Há mais de 22 anos o psicólogo Carlos Aragão, especialista em tanatologia, atua como voluntário em regiões remotas no Brasil e no mundo — Foto: Arquivo Pessoal/Carlos Aragão

Há mais de 22 anos o psicólogo Carlos Aragão, especialista em tanatologia, atua como voluntário em regiões remotas no Brasil e no mundo — Foto: Arquivo Pessoal/Carlos Aragão

“Minha maior paixão é o que faço. É uma fonte de sentido na minha vida o trabalho de assistência em áreas remotas. O que vai acontecer eu ainda não posso dizer, mas o que estou sentindo agora é aquela dose normal de ansiedade, esperando que as coisas ocorram bem. Quero ir para o meu objetivo e fazer o melhor possível”, declarou Carlos Henrique.

Por Lívia Ferreira*, g1 PI *Estagiária sob supervisão de Catarina Costa.

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