Reservas do Santos jogam mal e perdem para o Fortaleza no Castelão

De olho na final da Copa Libertadores e com um time praticamente só de reservas (os únicos titulares escalados foram Felipe Jonatan e Lucas Braga), o Santos não fez uma boa partida nesta quinta-feira diante do Fortaleza, no Castelão, e perdeu por 2 a 0, pela 31.ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O time até poderia ter sorte melhor, mas no fim do primeiro tempo, quando o placar estava 0 a 0, Jean Mota desperdiçou um pênalti. Na etapa final, o Fortaleza se impôs e garantiu a vitória.

O tropeço no Ceará deixa o Santos estacionado nos 45 pontos. Já o Fortaleza, com 35, respira um pouco mais aliviado na luta contra o rebaixamento para a Série B.

Se contra o São Paulo, na 29.ª rodada, os reservas do Santos deram conta do recado, nesta quinta-feira os garotos sentiram demais a falta de ritmo de jogo e de entrosamento. Sem criatividade, a equipe parecia jogar em marcha lenta. Durante boa parte do primeiro tempo, o time limitou-se a ocupar os espaços na defesa para segurar o Fortaleza.

Somente depois dos 30 minutos é que o jogo ficou mais movimentado e equilibrado. Aos 40, então, veio o lance que poderia ter mudado a história da partida.

Após cruzamento de Lucas Braga, a bola bateu na mão de Jackson e Ricardo Marques Ribeiro, com ajuda do VAR, marcou pênalti. Jean Mota cobrou forte no canto esquerdo de Felipe Alves, que fez a defesa em dois tempos e nem deu rebote.

No segundo tempo, logo no primeiro minuto, foi a vez de o Fortaleza ter um pênalti a seu favor, cometido por Madson em Osvaldo. Na cobrança, Juninho não vacilou e abriu o placar.

Melhor no jogo, o Fortaleza ampliou a vantagem aos 20 minutos em um belo gol de Wellington Paulista. O atacante, que havia entrado em campo cinco minutos antes, deu uma cavadinha para encobrir o goleiro João Paulo.

Com 2 a 0 no placar, o jogo perdeu intensidade. O Fortaleza preocupou-se apenas em garantir a vantagem, enquanto o Santos tentava, em vão, partir para o ataque. Desorganizado, o time pouco criou e as substituições feitas por Cuca não surtiram efeito.

Por Raphael Ramos
Estadão Conteúdo

 

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