Segurança de 47 anos é morto a tiros próximo à Ponte Anselmo Dias
O segurança Erismar Rodrigues dos Santos, de 47 anos, foi morto a tiros na noite de sexta-feira (10), na Avenida Padre Humberto Pietrogrande, nas proximidades da Ponte Anselmo Dias, na zona Sudeste de Teresina. Segundo informações repassadas por familiares à Polícia Militar, o crime pode ter sido motivado por desavenças relacionadas à suposta paternidade de uma criança.
Testemunhas relataram à PM que a vítima conduzia uma motocicleta quando foi surpreendida por dois homens que estavam em outra moto. Os suspeitos se aproximaram e efetuaram diversos disparos.
Após ser atingido pelos primeiros tiros, Erismar abandonou a motocicleta e tentou fugir correndo, mas foi novamente alvejado e caiu cerca de 20 metros à frente do veículo, morrendo ainda no local. Próximo ao corpo, foram encontrados uma mochila preta e um aparelho celular.
Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionada e constatou o óbito da vítima. A Perícia Criminal, o Instituto de Medicina Legal (IML) e a equipe do DHPP também estiveram no local para realizar os levantamentos iniciais.
Durante a perícia, foram identificadas lesões compatíveis com disparos de arma de fogo no corpo da vítima, além de diversos estojos de munição espalhados pela via.
Após o crime, os suspeitos fugiram pela Avenida Padre Humberto Pietrogrande, no sentido do Tribunal de Justiça do Estado do Piauí.
Equipes da Polícia Militar realizaram diligências e tentaram obter imagens do sistema de videomonitoramento SPIA para identificar os suspeitos e a rota de fuga. No entanto, segundo a corporação, não foram encontradas imagens que permitissem identificar a motocicleta utilizada pelos criminosos.
Foto: Polícia Militar do Piauí

Possível motivação
Familiares da vítima e uma mulher que se apresentou como mãe da filha de Erismar relataram à Polícia Militar que o homicídio pode ter sido motivado por desavenças envolvendo a suposta paternidade da criança (filha de Erismar com a mulher).
Segundo os relatos, um homem, que não teve o nome divulgado, teria registrado a menina como filha e, posteriormente, descoberto que não seria o pai biológico. A partir disso, passou a acreditar que Erismar era o verdadeiro pai da criança e teria feito ameaças contra a vítima.
Ainda conforme os familiares, no mesmo dia do crime, o homem teria ido ao local onde Erismar trabalhava como segurança e voltado a ameaçá-lo.
A Polícia Militar ressaltou que essas informações foram repassadas pelos familiares no local da ocorrência e encaminhadas ao DHPP. A Polícia Civil irá apurar os fatos para confirmar ou descartar essa linha de investigação.
Até o momento, ninguém foi preso. O caso é investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Por Rayane Venancio/Cidade Verde
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