TCU dá início a auditoria nas contas da Previ
Presidente da Corte pede “celeridade”; equipe técnica apura rombo de R$ 14 bilhões
Leonardo Ribbeiro da CNN, Brasília
O Tribunal de Contas da União (TCU) deu início a auditoria na Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil, a Previ. Uma série de questionamentos foi enviada aos administradores do fundo.
A intenção é apurar o fluxo negativo de R$ 14 bilhões no chamado Plano 1 do fundo, entre janeiro e novembro de 2024. Não há data para o procedimento ser concluído.
“A ordem é dar celeridade dada a urgência do caso”, disse à CNN o presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo.
A auditoria é conduzida pela área técnica, que depois encaminha o resultado ao relator do processo que resultou no acórdão, ministro Walton Alencar. Após isso, o documento será analisado em Plenário.
Em comunicado, feito na sessão do último dia 5, Alencar disse que o objetivo do levantamento é “conhecer toda a governança corporativa da Previ e dos processos que envolvem as tomadas de decisões da entidade relativas ao investimento de seus recursos”. A ideia é mapear “potenciais riscos”, tendo em vista “os muitos exemplos danosos já ocorridos no setor”.
A Previ é a maior fundação de Previdência complementar do país. Gerem um total de R$ 270 bilhões em investimentos, segundo dados de agosto da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp). No total, são 84 mil funcionários do Banco do Brasil participantes, e 109 mil pessoas beneficiárias.
Pedido de afastamento
O deputado federal Jorge Goetten (Republicanos-SC) afirmou à CNN que voltará a pedir ao Tribunal de Contas da União (TCU) o afastamento do presidente da Previ, João Fukunaga.
Em agosto, Goetten já havia entrado com uma representação junto ao TCU em que alegava irregularidades no processo de indicação de Fukunaga e pediu seu afastamento.
O relator do caso na época afirmou, no entanto, que os critérios exigidos para a nomeação foram atendidos e julgou o pedido improcedente. Agora, Goetten afirma que um novo pedido de afastamento se justifica devido ao resultado da Previ em 2024.
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