Professor do IFPI denuncia ataques racistas e homofóbicos feitos por alunos
As conversas discriminatórias ocorrem em um grupo de WhatsApp.
O professor Jailson Sousa, do curso de Moda do Instituto Federal do Piauí (IFPI), no campus Teresina Zona Sul, denunciou ter sido vítima de ataques racistas e homofóbicos por parte de um grupo de alunos de uma das turmas da instituição.
As conversas discriminatórias ocorrem em um grupo de WhatsApp. Em uma das mensagens divulgadas, um dos estudantes chega a afirmar aos colegas: “Avisem que a gente odeia ele porque ele é gay e não porque ele é professor”.
Em outras mensagens, eles chegam a dizer: “Que história é essa de que vão fazer coxinha com carne dele e vender?”, “Carne queimada”, “A carne é preta e os clientes achando que queimou” e “Ninguém come carne estragada”.
Os alunos envolvidos foram suspensos. Em nota, o Sindicato dos Docentes do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí (SINDIFPI) prestou solidariedade ao professor e destacou que a profissão precisa ser respeitada e que está acompanhando o caso.
“O SINDIFPI estará acompanhando, por meio da Coordenação Estadual e da Assessoria Jurídica, os devidos procedimentos administrativos e disciplinares, para que, garantido o direito de ampla defesa, as responsabilidades sejam devidamente atribuídas.”
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Segundo o sindicato, a prioridade é a garantia da integridade física e mental do professor. O Núcleo de Gênero e Diversidades Sexuais do Instituto Federal do Piauí (IFPI) – Campus Piripiri destacou que esse tipo de situação não pode ser naturalizada.
“O ambiente acadêmico deve ser um espaço de construção do conhecimento, diálogo, respeito às diferenças e promoção dos direitos humanos. Não podemos naturalizar atitudes discriminatórias que ferem a convivência democrática e comprometem a formação cidadã.”
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