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Ginecologista de 81 anos é preso acusado de estuprar paciente em trabalho de parto, no Paraná; médico já foi denunciado por 4 mulheres

Polícia Civil investiga possível sequência de abusos cometidos pelo ginecologista ao longo de décadas.

O médico ginecologista Felipe Lucas, de 81 anos, foi preso preventivamente nessa quarta-feira (6), suspeito de cometer abuso sexual contra uma paciente durante atendimento médico no município de Teixeira Soares. A investigação aponta que o caso ocorreu enquanto a mulher estava em trabalho de parto.

Segundo a Polícia Civil, a vítima decidiu procurar as autoridades após tomar conhecimento de outras denúncias envolvendo o profissional. Em abril deste ano, mulheres da cidade de Irati também relataram terem sofrido abusos durante consultas ginecológicas realizadas pelo médico.

De acordo com os investigadores, a paciente afirmou que o ginecologista realizou toques íntimos sem justificativa clínica durante um exame antes do parto. Ela relatou ainda que a situação durou alguns minutos e só terminou após a entrada de uma enfermeira na sala.

Polícia aponta padrão de comportamento

As apurações indicam que os relatos apresentados pelas vítimas possuem características semelhantes. Para a Polícia Civil, há indícios de um possível padrão de conduta repetido ao longo de décadas.

Segundo a polícia, neste novo caso, o médico foi autuado por estupro de vulnerável, já que a vítima estaria em condição de fragilidade física e emocional durante o atendimento médico.

Algumas vítimas afirmaram acreditar que as práticas faziam parte dos procedimentos médicos, enquanto outras relataram receio de não serem ouvidas pelas autoridades.

Felipe Lucas foi localizado e preso em Curitiba. A prisão preventiva não possui prazo determinado, mas, devido à idade avançada do investigado, existe a possibilidade de conversão para prisão domiciliar.

Uma das denúncias anteriores já transformou o ginecologista em réu pelo crime de violação sexual mediante fraude. Outras acusações semelhantes não avançaram judicialmente porque os supostos crimes já estariam prescritos.

Com informações do g1


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