Em Cajueiro, Patos do Piauí, familiares e amigos comemoram os 107 anos de Euzébio José de Carvalho

Domingo, 15 de dezembro, início da noite de domingo, familiares e amigos se reuniram no povoado Cajueiro, zona rural de Patos do Piauí, para comemorar os 107 anos de Euzébio José de Carvalho.

Seu Euzébio nasceu em 15 de dezembro de 1912 na localidade Cajueiro, na época pertencia ao município de Jaicós, da qual foi desmembrada quando Patos do Piauí foi emancipado, tornado-se município em 1992.

Seu Euzébio foi casado com dona Furtuosa Ana de Carvalho que faleceu em 15 de setembro de 2000 aos 69 anos. Da união com Furtuosa tiveram 10 filhos: Maria Graciosa, Augusta, Ana, José, Bento (já falecido), Anízia, Ernesto, Arnaldo, Maria e Emanoel. Destes filhos nasceram 36 netos, 28 bisnetos e uma tetraneta.

Dona Furtuosa Ana de Carvalho, esposa de Euzébio, falecida em 2000.

Sentado em uma cama na sala da sua casa, de calça e camisa social, seu Euzébio exibia um sorriso sereno quando era cumprimentado pelos familiares e convidados.

Lúcido, seu Euzébio lembra quando chegou no Cajueiro. Na época ainda não era povoado e ele foi um dos primeiros moradores do local.

Na grande seca de 1915, Euzébio tinha 3 anos e não recorda, claro, dos acontecimentos. Já na outra grande seca a de 1932 aos 20 anos, ele guarda viva na memória: “Eu estava aqui e escapei comendo macambira e mucunã. Comi que enchi a barriga para escapar”, narrou.

A água naquela época era de cacimba, muito pouca e os alimentos fora a carne, os cereais, eram comprados no Maranhão, e o seu Euzébio mesmo se encarregava de ir buscá-los em viagem que levava 22 dias para ir vir com uma tropa de jumentos.

Memória viva, seu Euzébio lembra com precisão da data do seu casamento, no ano de 1948 com dona Furtuosa Ana de Carvalho numa pequena igreja de Patos e também da enchente de 1960 explicou até o motivo: “É porque o povo achava que não existia mais Deus, aí Deus amostrou aquele castigo”.

Carne, pirão, arroz e feijão foram a base da alimentação do seu Euzébio. “Eu comia de tudo que passava na frente”, confidenciou.

Agricultor, ele narrou que plantava mandioca e a cultivava com a força braçal.

Quem vê seu Euzébio do alto dos seus 107 anos não imagina que o mesmo, durante alguns anos, bebeu e fumou. “Eu mascava e fumava. Comprava meio quilo de fumo para a semana. Tive que deixar depois de uma consulta com o médico. Ele me perguntou se eu queria viver?! Eu disse que sim! ‘Pois deixe de mascar, fumar e beber café”. E assim eu fiz no ano de 1960”.

Quanto questionado se bebia, ele foi enfático: “Toda bebida eu jogava no peito. Bebia para encher a barriga”, mas disse que nunca fez baderna e sempre se comportou, vindo deixar de consumi-la também em 1960, ano que deixou de mascar, fumar e beber café.

Churrasco, boa cerveja e aquele forró pé de serra não faltaram no aniversário do seu Euzébio.

O amigo da família e empresário jaicoense, Francisco Martins de Oliveira o “Chico Tauá” um dos convidados da festa, além de comparecer, trouxe mais dois amigos: o locutor Jairton Sávio, também integrante do Portal Saiba Mais e o jornalista, também radialista, Ivo Farias da Clube FM que registraram todo o evento.

Seu Euzébio durante a festa do seu centenário, há 7 anos atrás
Euzébio de terno preto, sentado, em foto antiga com amigos.

Imagens:

 

Fonte: Portal Saiba Mais

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