Equívoco da Ufpi adia julgamento do caso Janaína Bezerra; entidades protestam no campus

Entidades realizam protesto em frente à reitoria da Universidade Federal do Piauí (Ufpi) na manhã desta quinta-feira (17), após o adiamento do julgamento do caso da estudante de jornalismo Janaína Bezerra. A universitária foi estuprada e morta durante uma calourada na Ufpi.

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O julgamento de Thiago Mayson da Silva Barbosa, réu por ter estuprado e matado a estudante, foi adiado após a universidade não ter indicado servidores para participar do Júri Popular. Em nota, a Ufpi admite que houve “equivoco interno”. Veja nota abaixo.

No local, os manifestantes cobram uma resposta da Ufpi, devido à ausência de 12 jurados da instituição que deveriam estar no julgamento do caso marcado para iniciar hoje no Fórum Criminal de Teresina.

“A gente quer ouvir da reitoria o motivo que não convocou os jurados para o julgamento do feminicídio da Janaína. É claro que qualquer justificativa agora é injustificável porque a família está sofrendo em mais um momento para exigir da universidade um posicionamento. Nós vamos exigir uma explicação e que no dia primeiro a gente garanta que o julgamento aconteça de fato”, ressalta Ana Célia de Sousa da Frente Popular de Mulheres contra o Feminicídio.

Representantes do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Ufpi também esteve presente no protesto e clamaram por justiça à Janaína.

“Isso é um descaso muito grande, foram 12 pessoas que faltaram e todas as 12 eram da Ufpi e a gente está aqui para buscar uma resposta. O adiamento desse julgamento é inadmissível, há muito tempo a gente está esperando o julgamento porque a gente quer justiça pela Janaína”, destacou a coordenadora do DCE Taís Dias.

A Universidade Federal do Piauí (Ufpi) se manifestou através de nota e disse que um “equívoco interno” impossibilitou a notificação dos servidores para participar do julgamento.

A Superintendência de Recursos Humanos da Universidade Federal do Piauí (SRH – UFPI) informa que recebeu o expediente da 1a. Vara do Tribunal Popular do Júri, no entanto houve um equívoco interno no encaminhamento do documento aos servidores lotados na Instituição.

Na data de hoje, já houve comunicado aos servidores, entendendo-se que o prejuízo recai apenas ao primeiro dia da data do julgamento, não comprometendo os demais dias.

É importante esclarecer que o ofício do Tribunal não informa a que julgamento ou processo se referia a convocação, não havendo, portanto, nenhuma intenção de prejudicar os ritos e procedimentos do júri relativo ao caso de Janaína Bezerra.

Atualizada às 10h

O julgamento de Thiago Mayson da Silva Barbosa, acusado de estuprar e matar a estudante de jornalismo Janaína Bezerra da Silva, foi adiado na manhã desta quinta-feira (17) no Fórum Criminal de Teresina.

O Tribunal de Justiça do Piauí informou que o motivo do adiamento é a falta de quórum no corpo de jurados.

A sessão foi remarcada para o dia 1 de setembro.

A advogada da Frente Popular de Mulheres contra o Feminicídio, Rosemary Farias,afirmou que a ausência representantes da Universidade Federal do Piauí (UFPI) também motivou o adiamento.

A advogada especialista em júri popular e representante do assistente de acusação, Florence Rosa, reforçou que a memória e o crime que Janaína Bezerra sofreu não serão esquecidos e que a justiça será feita.Ela veio do estado de Minas Gerais para atuar no julgamento.

“Hoje nós estamos indo embora infelizmente em razão da insuficiência de jurados. Nós esperamos todos vocês no dia 1º de setembro com esse mesmo grito, com essa mesma voz para dá à Janaína a justiça devida. Mais uma vez a UFPI falha com ela ao notificar seus funcionários e nós temos sim que estar presentes para que a memória da Janaína não seja esquecida, para que o crime que a Janaína sofreu, para que a violência que a Janaína sofreu tanto em vida e após a sua morte não fique impune e não seja em vão”,disse.

Protesto

Antes do adiamento, a família de Janaína Bezerra protestou após ser  proibida de acompanhar o julgamento, no Fórum Criminal de Teresina.

A irmã de Janaína Bezerra, Leidiane Maria contou que a família ainda tenta reverter a situação para conseguir entrar no plenário onde ocorre a sessão.

“Chegamos aqui e fomos avisados na hora que não podia. Estamos aguardando a resposta dos advogados para saber se pode entrar ou não”, contou Leidiane Maria.

A irmã pontuou ainda que a família continua bastante consternada com o crime e clama somente por justiça.

“O que a gente quer só Justiça, a gente quer que ele cumpra o que temha que cumprir e sair daqui com uma boa resposta do juiz. Hoje está como se fosse o primeiro dia do acontecido. A mãe quando amanhece o dia é só choro. É uma dor muito forte e para a gente superar é complicado” desabafou.

Foto: Arquivo Pessoal 

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Fonte: Rebeca Lima/Portal Cidade Verde


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