Estudante ameaça atentado com bomba em escola e polícia investiga

Equipes da Força Tarefa do município de Parnaíba, a 318 km de Teresina, localizaram um estudante de 14 anos que confessou a autoria de um suposto atentado ao colégio municipal Clóvis Salgado. De acordo com o delegado Eduardo Ferreira, na residência do adolescente não foi encontrado nenhum material explosivo.

“No sábado nós recebemos essa informação, a gente passou para a Força Tarefa e quando foi segunda-feira, nós amanhecemos com uma pessoa identificada. Chegando lá, a gente encontrou um adolescente de 14 anos que confessou. Lá a gente verificou pelo depoimento dele e condições da casa, e não foi encontrado arma, nenhum artefato explosivo”, explicou o delegado.

De acordo com o delegado, o adolescente relatou que as ameaças foram uma brincadeira. Nas redes sociais, as mensagens sobre o suposto ataque iniciaram a circular através de um perfil falso no sábado (09) e viralizaram em toda a cidade.

“Ele disse que fez uma brincadeira e que não imaginava que ia tomar essa proporção”, acrescentou  Eduardo Ferreira.

Ainda segundo a polícia, o estudante disse que estava sofrendo bullying no colégio. Os professores relataram ao delegado que o adolescente tira notas boas e é um bom aluno.

“Ele dizia inicialmente que estava sofrendo bullying no colégio, mas foi constatado que ele é um bom aluno e se comporta muito bem”, disse o delegado Eduardo Ferreira.

Após depoimento, o adolescente retornou para sua residência e deve ficar sob observação dos pais e professores da instituição de ensino. A polícia também apreendeu aparelhos eletrônicos para análise.

Por conta das ameaças, o colégio teve suas aulas suspensas nessa segunda-feira (11). De acordo com a polícia, as atividades já retornaram normalmente nesta terça (12).

O Conselho Tutelar de Parnaíba informou que está adotando todas as medidas necessárias sobre o caso e que após concluído, o inquérito deverá ser encaminhado ao Ministério Público. O adolescente pode ser enquandrado como infrator e punido com medidas socioeducativas. A polícia também rastreia se há envolvimento de outras pessoas.

Rebeca Lima/Cidade Verde

 

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