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Justiça do Piauí solta Douglas Fonseca, CEO da DF Group, que usará tornozeleira eletrônica

O empresário Douglas Fonseca, CEO da DF Group, foi solto na manhã deste domingo (19/07), após nova decisão da Justiça do Piauí. A medida foi tomada menos de dois dias depois de uma sequência de decisões judiciais envolvendo o caso. O empresário chegou a obter liberdade por meio de um habeas corpus, mas voltou a ter a prisão preventiva decretada. Agora, uma nova determinação autorizou sua soltura.

Douglas Fonseca e outras dez pessoas são investigados pela Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI) por suspeita de participação em um esquema de pirâmide financeira em Teresina. Segundo as investigações, o grupo atraía investidores com a promessa de rendimentos de até 10% ao mês, mas os pagamentos teriam sido interrompidos, levando centenas de clientes a formalizarem denúncias.

Com a nova decisão judicial, Douglas deverá cumprir medidas cautelares, entre elas a utilização de tornozeleira eletrônica, a proibição de deixar a comarca sem autorização, a vedação de contato com os demais investigados, o comparecimento obrigatório quando convocado pela Justiça e a manutenção da retenção do passaporte. Em nota, a defesa do empresário afirmou que a decisão da desembargadora plantonista Maria do Rosário de Fátima não previa o uso do equipamento de monitoramento eletrônico.

De acordo com a Polícia Civil, a DF Group teria movimentado cerca de R$ 100 milhões em apenas dois anos e pode ter feito mais de 2 mil vítimas. Até o momento, mais de 500 pessoas registraram denúncias junto à Polícia Civil e à Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor (Sudecon). Entre os denunciantes estão fiéis e membros de igrejas da capital que afirmam ter investido recursos na empresa.

A Operação Mira, que investiga o caso, foi deflagrada no último dia 10 de julho e cumpriu mandados de prisão, busca e apreensão, além de bloqueios de contas bancárias e sequestro de bens. Durante a ação, foram apreendidos veículos, relógios de luxo, armas de fogo, documentos e contratos. A Justiça também determinou a suspensão das atividades da DF Group, que é investigada por estelionato qualificado, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Fonte: 180graus


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