Ocupação de leitos de UTIs pode agravar após festas de Carnaval, alerta COE

A conta por pular o Carnaval na pandemia, sem respeitar os protocolos sanitários, chega mais cedo ou mais tarde. O impacto das festas realizadas em sítios e em casas nas comemorações carnavalescas pode agravar mais ainda a ocupação de leitos de UTIs no estado.

Um aumento de casos da Covid-19 é a grande preocupação dos representantes do COE (Comitê de Operações Emergenciais de combate a Covid-19) que se reuniram para avaliar a situação da pandemia.

A constatação é que o momento é de alerta total, sinal vermelho. A ocupação dos leitos de UTIs já começa a aumentar, oscilando em 70% a 90%.

Boletim da Secretaria Estadual de Saúde (Sesapi), mais recente, revela que três hospitais de Teresina estão com 100% da ocupação de leitos, o Hospital São Marcos, o HU (Hospital Universitário) e Hospital Infantil Lucídio Portela.

Os próximos 20 dias, a Secretaria Estadual de Saúde vai monitorar mais intensamente para evitar um colapso no sistema. O controle é  para saber a necessidade de ampliação de leitos.

Hoje à tarde, a partir das 15h,  tem reunião dos governadores com o ministro Eduardo Pazuello sobre a compra de novas vacinas, já que as doses estão esgotadas, e um dos temas previsto é o auxílio financeiro aos leitos de UTIs Covid. Estados temem perder todos os leitos de UTI para Covid pagos pela Saúde a partir de março.

O secretário estadual de Saúde, Florentino Neto, reforça o pedido de evitar aglomerações, de respeito ao distanciamento, a lavar as mãos e uso de máscaras.

Segundo o secretário, todas as medidas estão sendo adotadas para evitar a falta de leitos e ampliar a vacinação no estado.

O médico Vinicius Pontes, diretor do Hospital Infantil e membro do COE, informou que o receio é saber nos próximos 20 dias como será o cenário da doença no Piauí, após o impacto das aglomerações no Carnaval.

No Hospital Infantil, Vinicius Pontes disse que realizou um plano de contingência para evitar esgotamento dos serviços no hospital Lucídio Portela, que é referência no tratamento de crianças e adolescentes.

“São medidas para não sermos pegos de surpresa. Existem as novas sepas e relatos nos hospitais são de situação mais graves, com adoecimento mais rápido e o monitoramento é para saber a capacidade de ampliação dos leitos”, informou o diretor do Hospital Infantil.

Flash Yala Sena/Cidade Verde

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *