Piauí perde mais de quatro mil vagas de emprego em quatro meses

No Piauí, de janeiro a abril, o Estado perdeu 4.400 vagas de empregos, sendo que, somente em Teresina, foram 4.580 vagas.

Novos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados na última quarta-feira (27), mostram a queda no número de contratações, resultando em um saldo negativo de empregos formais nos primeiros quatro meses deste ano. No Piauí, de janeiro a abril, o Estado perdeu 4.400 vagas de empregos, sendo que, somente em Teresina, foram 4.580 vagas.

Segundo o acumulado, de janeiro a abril foram registradas 25.885 admissão e 30.336 desligamentos, resultando em um saldo negativo de – 4.451 vagas de emprego. Em Teresina, o mês de março encerrou com 847 postos de trabalho e o mês de abril com 4.223 postos de trabalho.

O superintendente Regional do Trabalho no Piauí, Philippe Salha, comentou os dados do Caged, em relação ao fechamento de postos de trabalho no Piauí nos últimos meses. Ele explicou ainda sobre as perdas de postos de emprego no país e destacou que o auxílio emergencial tem ajudado muitos brasileiros nesse momento.


“Isso nos leva a crer que, apesar dos números estarem negativos, esses números de Teresina representam mais do que todos os municípios piauienses geraram nesses números do Caged. E esses números só não foram maiores por conta do benefício emergencial, onde só o estado do Piauí foram beneficiados 71.500 trabalhadores. Se esses números não tivessem sido incluídos dentro do benefício emergencial, com certeza estariam nas estatísticas de desempregados e esse número seria bem maior”, diz, Phillippe Salha, superintendente regional do trabalho no Piauí.

Ainda de acordo com o superintendente Regional do Trabalho no Piauí, no Brasil, de janeiro a abril, 763 mil vagas de empregos foram perdidas. Ele reitera que este número não foi ainda maior por conta do auxílio emergencial, que conseguiu preservar mais de oito milhões de vagas de emprego. “Esse número estaria muito maior se não fosse esse benefício previsto pela Medida Provisória 936/20”, completa.

Brasil encerra abril com mais de 890 mil postos de trabalho fechados

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada nesta quinta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil encerrou o mês de abril 12,8 milhões de desempregados. Isso significa que são 898 mil pessoas a mais em busca de emprego. Isso representa um aumento de 7,5% em relação ao trimestre móvel anterior (11,9 milhões de pessoas)

Um indicador que reflete os efeitos da pandemia de Covid-19 no mercado de trabalho, a população ocupada teve queda recorde de 5,2%, em relação ao trimestre encerrado em janeiro, representando uma perda de 4,9 milhões de postos de trabalho, que foram reduzidos a 89,2 milhões.


Os efeitos foram sentidos tanto entre os informais quanto entre trabalhadores com carteira assinada. Dos 4,9 milhões de pessoas a menos na ocupação, 3,7 milhões foram de trabalhadores informais. O emprego com carteira assinada no setor privado teve uma queda recorde também. Abril encerra com o menor contingente de pessoas com carteira assinada, que é de 32,2 milhões. Entre os informais, estão os profissionais sem carteira assinada (empregados do setor privado e trabalhadores domésticos), sem CNPJ (empregadores e por conta própria) ou sem remuneração (auxiliam em trabalhos para a família).


O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) caiu para 51,6%, o menor da série histórica iniciada em 2012, com redução de 3,2%. frente ao trimestre anterior (54,8%) e de 2,6%. frente a igual trimestre de 2019 (54,2%). A taxa composta de subutilização (25,6%) foi recorde da série, crescendo 2,5%. em relação ao trimestre anterior (23,2%) e 0,7% frente a igual trimestre de 2019 (24,9%).

O número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado (exclusive trabalhadores domésticos) caiu para 32,2 milhões de pessoas, menor nível da série histórica, caindo 4,5% frente ao trimestre anterior e 2,8% frente ao mesmo trimestre de 2019.

O percentual de empregados sem carteira assinada no setor privado (10,1 milhões de pessoas) caiu 13,2% em relação ao trimestre anterior e 9,7% contra o mesmo trimestre de 2019. A quantidade de trabalhadores por conta própria caiu para 23,4 milhões de pessoas, uma redução de 4,9% em relação ao trimestre anterior e de 2,1% frente igual período de 2019.

A taxa de informalidade foi de 38,8% da população ocupada, representando um contingente de 34,6 milhões de trabalhadores informais, o menor da série, iniciada em 2016. No trimestre anterior, a taxa havia sido 40,7% e no mesmo trimestre de 2019, 40,9%.

Fonte: Portal O Dia

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