Piauí tem projeção de 3,2 milhões de habitantes em 2020

Como é convencionado internacionalmente em anos de final 0, o Brasil também passa pelo processo de censo em 2020. A projeção é que o Piauí cresça a população em 162.337 pessoas, totalizando 3.280.697 habitantes. Para se ter ideia, o salto populacional é equivalente a um novo município de Parnaíba, que sozinho detém mais de 153 mil habitantes segundo estimativa divulgada em agosto de 2019 (dado mais recente) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Crédito: divulgação/IBGE.

No entanto, o Piauí cresceu sua gente em menor escala do que quando comparamos aos censos de 2000 para 2010. Durante este período, o incremento populacional foi de 276.932, o que representa 8,8% a mais de pessoas, quase o dobro de 2010 para 2020. A redução no crescimento dos piauienses é explicada pelos fluxos migracionais, onde os nascidos no Estado acabam buscando emprego e mais qualidade de vida em outras unidades da federação.

Em nível de Brasil o salto é bem maior. A projeção para 2020 é de 221.755.692 brasileiros, um número gigante comparado ao Brasil do censo 2010, que somava 190.755.799 tupiniquins. Ao todo a expectativa é de mais de 30 milhões de “novos” brasileiros. 

Enquanto o Piauí deve crescer 4,9%, o país eleva o quoficiente em 13,9%. A projeção de crescimento do Brasil é de mais de duas vezes e meia a população da cidade de São Paulo (11,2 milhões de habitantes).

Teresina cresceu 3.653% em 138 anos

Na contramão do Piauí, Teresina apresenta números mais expressivos no que diz respeito ao crescimento populacional. Em 138 anos, a cidade saltou de pouco mais de 22 mil habitantes (dados de 1872) para os atuais 814 mil do censo de 2010. Isso representa um incremento de 3.653%.

Crédito: divulgação/IBGE.

A projeção de crescimento populacional do Brasil leva à reflexão da importância do desenvolvimento tecnológico, energético e agrícola para dar vazão ao consumo de tanta gente. No Piauí o principal desafio é fomentar o emprego e renda, visto que muitas pessoas acabam buscando melhores oportunidades fora do Estado.

Censo: uma radiografia da população brasileira

O censo é o mais importante estudo realizado pelo Ibge, pois analisa toda a população e movimenta milhares de pessoas no ofício de entrevistar e coletar dados. Somente no Piauí estima-se 3 mil contratos temporários junto ao IBGE somente para a realização deste levantamento. Através das pesquisas é possível traçar políticas públicas e analisar criticamente a situação do brasileiro como um todo.

As primeiras divulgações do censo 2020 estão previstas para dezembro. “A quantidade populacional por município deve sair neste período. Mas teremos um calendário de divulgação, porque o censo não capta apenas quantos somos. Ele estuda vários aspectos, como onde moramos, onde estamos vivendo, quais bens temos acesso, saúde, educação, saneamento básico, deficiências físicas, acesso à água. É uma radiografia da sociedade brasileira”, Leonardo Santana Passos, chefe da Unidade Estadual do Ibge no Piauí.

Além do censo, outros estudos são desenvolvidos ao longo do ano pelo Instituto. “O Ibge vai fazer o censo 2020 seguindo a padronização internacional, a cada 10 anos. Mas é importante salientar que o Ibge também trabalha no período intercensonal, que são os estudos de amostras. Como a PNAD contínua que analisa analfabetismo, acesso à saúde, fecundidade. São mais de 50 pesquisas regulares. Nossa missão institucional é retratar o país”, revela Passos.

No entanto, o censo termina sendo o estudo mais abrangente do Ibge. “O censo entrevista todo mundo. No Piauí são mais de 900 mil domicílios. No Brasil são 71 milhões. São vários retratos da sociedade que retratamos. O Ibge tem uma credibilidade de 83 anos. Já passamos por diversos momentos da história brasileira, sempre mostrando a realidade. Mostramos inflações altas, baixas, o flutuante do índice de desemprego. Uma de nossas características é ser um órgão de Estado, e não de governo. Por isso somos credíveis”, acrescenta Leonardo Santana Passos.

O órgão mantém credibilidade porque está de acordo com as pesquisas em nível mundial. “Seguimos uma padronização internacional de pesquisa, com metodologias específicas. Os dados de desemprego, por exemplo, levam em conta o sistema da Organização Mundial do Trabalho. Fazemos o possível para garantir a credibilidade do Instituto”, finaliza o chefe da Unidade Estadual do IBGE no Piauí.

 

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