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Polícia aponta morte de Alice Brasil como acidente e conclui inquérito sem indiciados em Teresina

O processo agora segue para o Ministério Público do Piauí.

O inquérito policial que investigou a morte da menina Alice Brasil foi concluído e ninguém foi indiciado. O caso, ocorrido dentro de uma escola particular na zona Leste de Teresina, foi apontado como acidental. O inquérito foi finalizado na quinta-feira (9).

O delegado Hugo Alcântara, responsável pela investigação, confirmou ao Portal ClubeNews que a morte foi considerada um acidente.

“O inquérito policial foi concluído sem indiciamento de crime. Foi considerada como uma morte acidental e ninguém vai ser indiciado”, afirmou o delegado.

Alice morreu no dia 5 de agosto, após uma penteadeira cair sobre ela. No momento do acidente, uma colega brincava próximo ao móvel, que acabou tombando sobre a vítima. A Polícia Civil do Piauí sugeriu o arquivamento do caso, entendendo que não houve crime, mas uma fatalidade.

O que diz advogada da Alice?

A advogada da família de Alice Brasil, Aryelle Pacífico, explicou os próximos passos após a conclusão do inquérito e o pedido de arquivamento do caso. Ela destacou que agora o processo segue para análise do Ministério Público.

“Agora é o momento do Ministério Público, da promotoria responsável pelo caso, avaliar esse relatório final com um olhar técnico e jurídico. A família de Alice confia que o Ministério Público se posicione de forma justa”, afirmou a advogada.

De acordo com a advogada, que teve acesso ao inquérito, apenas uma cuidadora supervisionava cinco crianças na brinquedoteca da escola no momento do acidente. A professora estava em outra sala, cuidando de crianças que costumavam dormir naquele horário. 

A perícia constatou que o móvel que atingiu a cabeça de Alice não estava fixado. O local não foi preservado adequadamente e foi considerado inidôneo, devido a alterações como limpeza e reorganização dos objetos.

“A penteadeira estava encostada em outro brinquedo, o que criou um espaço estreito entre os dois. Essa configuração funcionava como uma alavanca de tombamento, fazendo com que qualquer toque provocasse a queda do móvel. Isso foi atestado pela perícia”, disse Aryelle.

A perícia informou que o móvel tem 1,20 m de altura e pesa 675 g, contrariando normas do Mercado Comum do Sul (Mercosul), que não permitem esse tipo de estrutura solta em ambientes infantis. “A própria perícia aponta essa agressão a essa norma. Isso tudo e negligência estrutural”, relata Aryelle.

Portal ClubeNews/Eduardo Amorim/Letícia Lima


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