Polícia Civil descobre esquema ilegal de venda de imagens de motoristas em Brasília

A polícia descobriu um esquema ilegal de venda de imagens de motoristas que transitam pelas ruas de Brasília. Câmeras clandestinas registravam endereços, datas e horários dos deslocamentos, e os dados eram oferecidos nas redes sociais.

Câmeras que, aparentemente, serviriam para registrar atividades suspeitas perto de comércios, na verdade, eram usadas para monitorar placas de veículos.

A Polícia Civil do Distrito Federal retirou dez aparelhos clandestinos em vários locais da cidade. As imagens das placas dos veículos monitorados eram enviadas a um servidor em São Paulo, administrado por uma empresa privada, com sede no Rio Grande do Sul.

“Essa empresa sequer tem autorização ou é licenciada pela Secretaria de Segurança Pública do DF para estar atuando aqui”, afirma o delegado Erick Sallum. Ainda segundo ele, todas as câmeras estão sendo inativadas.

Os equipamentos, instalados em ruas de grande fluxo, gravavam a rotina de deslocamentos dos motoristas e fotografava os locais por onde passavam com data, endereço e horário.

Um relatório com fotos e descrição detalhada de onde os veículos transitavam era vendido por meio de um site e um perfil em uma rede social, por R$ 150.

O cliente nem precisava se cadastrar com dados reais para ter acesso aos dados. Um dos investigadores se identificou como “Papai Noel” e, mesmo assim, recebeu as informações. O site foi bloqueado pela polícia.

“Tentaram argumentar que seria para ajudar na localização de eventual veículo furtado ou roubado. Uma vez que você individualiza uma placa, você individualiza quem está dirigindo aquele carro e, obviamente, a geolocalização daquela pessoa, violando o direito fundamental dela ao anonimato”, afirma o delegado.

Três pessoas do Rio Grande do Sul foram identificados como responsáveis pelo esquema. Os investigados vão responder por exercício ilegal da atividade, divulgação de segredo e falsidade ideológica.

Fonte: SBT News


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